Aston Villa sofre revés para o Wolves e volta as atenções para decisão europeia

O Aston Villa enfrentou um desafio indigesto na recente rodada do Campeonato Inglês, saindo de campo com um sabor amargo após a derrota por 1 a 0 para o Wolverhampton Wanderers. A partida, decidida nos mínimos detalhes, mostrou um Villa que tentou de todas as formas furar o forte bloqueio adversário durante toda a segunda etapa, mas acabou esbarrando em uma defesa muito bem postada e na falta de precisão de seu próprio setor ofensivo. A equipe da casa soube sofrer quando necessário e administrou a vantagem mínima construída, garantindo três pontos fundamentais.

A etapa complementar foi marcada por uma pressão quase constante dos visitantes, intercalada por respostas rápidas do Wolves. Nomes como Emiliano Buendía e Ollie Watkins tiveram grandes oportunidades de cabeça e em finalizações de dentro da área, mas acabaram desperdiçando. Ashley Young, arriscando de longe após cobrança de escanteio, e Tyrone Mings, que recebeu um ótimo passe de bola parada de Douglas Luiz, também tentaram balançar as redes. Do outro lado, o Wolverhampton não abdicou do jogo. A equipe apostou em investidas com Matheus Cunha e Matheus Nunes, testando a atenção da defesa do Villa.

O confronto exigiu bastante fisicalidade de ambos os lados, forçando o árbitro a intervir com frequência para acalmar os ânimos. Entradas mais ríspidas resultaram em cartões amarelos para Nélson Semedo, Toti, Douglas Luiz e Ollie Watkins. O nível de contato foi tão alto que o jogo chegou a ser paralisado para o atendimento médico de Maximilian Kilman. Na reta final, os dois treinadores esvaziaram o banco de reservas tentando mudar a dinâmica da partida. O Villa lançou a campo Jhon Durán, Lucas Digne, Boubacar Kamara e Diego Carlos na base do tudo ou nada. O Wolves, por sua vez, respondeu acionando a velocidade de Adama Traoré e Hwang Hee-Chan, além de blindar o sistema defensivo com Nathan Collins e utilizar a cadência do veterano João Moutinho nos acréscimos.

A maratona continental e o departamento médico adversário

Agora, a equipe de Birmingham precisa assimilar o golpe rapidamente, já que o calendário exige foco total imediato. O elenco vira a chave e concentra todas as suas energias no embate decisivo contra o Nottingham Forest, válido pela aguardada semifinal da Liga Europa. O primeiro capítulo desse confronto inglês em palco continental acontece na próxima quinta-feira, no City Ground. A partida de volta está agendada para o dia 7 de maio, no Villa Park. Quem sobreviver a esses dois confrontos carimba o passaporte para a grande final em Istambul, onde enfrentará o vencedor do duelo entre Braga e SC Freiburg.

Para esse compromisso histórico, o Aston Villa pode acabar cruzando com um adversário bastante fragilizado por problemas médicos. O Nottingham Forest sofreu duros golpes em seu plantel nos últimos dias e terá desfalques de peso para a semifinal. O ponta Callum Hudson-Odoi passou por uma cirurgia durante a semana devido a uma lesão grave e está fora do restante da temporada.

O cenário no departamento médico do Forest se agravou ainda mais recentemente. O técnico Vitor Pereira confirmou que o zagueiro titular Murillo também deve ser ausência, pelo menos neste primeiro duelo decisivo. Durante a entrevista coletiva que antecedeu a partida do Forest contra o Sunderland pela Premier League, o treinador revelou que o defensor brasileiro sofreu uma lesão muscular. A situação obriga a comissão técnica adversária a quebrar a cabeça para montar o sistema defensivo às vésperas de um dos jogos mais importantes da história recente do clube.