Decreto tenta reativar concessões; 5 empresas da Lava Jato em recuperação judicial. Destaque dos jornais de segunda (6)

06/04/2015 08h17m. Atualizado em 07/04/2015 08h30m

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Governo tenta medidas para retomar o crescimento no final do ano. Uma delas, segundo o Globo desta segunda-feira (6) é estimular concessões. Para atrair empreiteiras menores e estrangeiras, vão ser alteradas as regras para reduzir a burocracia. “Decreto federal estimula concessões”, diz a manchete do Globo. O governo publica nesta segunda (6) esse decreto no Diário Oficial da União. Mas, diz o jornal, “enquanto isso”, o TCU fez um levantamento que mostra que metade das obras de água e esgoto do país está parada. São, ao todo, 491 contratos e alguns projetos nem foram iniciados. A principal causa de paralisação ou atraso é a deficiência nos projetos de engenharia.

“Empresas da Lava Jato buscam renegociar dívidas de R$ 15 bilhões”, diz o Estado de S. Paulo sobre as cinco empresas que já pediram recuperação judicial: OAS, Galvão Engenharia, Iesa, Alumini Engenharia e Jaraguá Equipamentos. Elas foram citadas na Operação ou estão listadas como envolvidas na formação de cartel. A lista de empresas em dificuldade deve aumentar. Com a recuperação judicial, elas deixam de pagar as dívidas por um tempo para tentar se reorganizar financeiramente.

Na manchete a Folha de S. Paulo diz que “Contra corte no Fies, faculdade dá aula de graça”. Como as regras agora exigem uma nota mínima no Enem e a proibição de que tirem zero em português para receber o financiamento, as faculdades privadas estão montando cursinhos para alunos do ensino médio. As mudanças no Fies estão reduzindo as receitas dos maiores grupos educacionais. A entrevista de segunda é com o novo ministro Renato Janine Ribeiro. Ele disse que “este ano vai exigir muita paciência”. E diz que a principal prioridade é a educação básica. Seu plano é engajar mais as universidades federais e seus alunos nesta tarefa inclusive como recurso do ensino à distância.

O Valor Econômico destaca, em sua manchete, os gastos dos bancos em combater os crimes como ataques criminosos a agências bancarias e caixas eletrônicos. “Bancos gastam R$ 9 bi para enfrentar ações criminosas”. A soma é três vezes superior ao que se gastava em 2000. Segundo o presidente da Febraban esta é uma das causas de nossos spreads serem mais elevados”. Existem 166 mil caixas eletrônicas espalhadas pelo país. Os ladrões levam em média 35 mil de cada caixa atacado.

O Valor também informa que o preço do carro tem subido mais do que a inflação. Como há um excesso de carros nas lojas e nos pátios das montadoras, porque caíram as vendas, os preços deveriam ter caído.
O jornal traz também uma entrevista com Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Sem Teto em que ele diz que o PT subestima a insatisfação com o governo Dilma.

Outros destaques dos jornais: depois de quatro mortes em cinco dias no Complexo do Alemão, o governador do Rio Luiz Fernando Pezão afirmou que o conjunto de favelas será reocupado; O governador diz que os policiais passarão por novo treinamento; A Folha traz uma matéria sobre a saúde física e mental das pessoas endividadas. Segundo o jornal, dobrou em cinco anos o número de pessoas que procuram o Hospital das Clínicas em busca de ajuda médica pelos efeitos de problemas financeiros.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

1 Comentário para "Decreto tenta reativar concessões; 5 empresas da Lava Jato em recuperação judicial. Destaque dos jornais de segunda (6)"

  • O Corvo 06-04-2015 (10:08 am)

    Governo federal carregando nas costas as empresas corruptas com super-faturamentos, obras atrasadas e de péssima qualidade isso quando entregam a obra sem contas que são financiadas pelo BNDES a juros imorais abaixo da inflação. São perdas de todos os lados.

    Essas empresas foram montadas com o intuito de financiar o PT em troca dessa roubalheira generalizada agora que descobriram a farra nada mais natural que eles se desmanchem no castelo de areia que construíram.

    Parabéns Matheus ótimo blog.

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