Joaquim Levy: o âncora do governo ou “pau da barraca”, como diz oposição

24/03/2015 10h52m. Atualizado em 26/03/2015 11h47m

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A presidente Dilma Rousseff tem a seu favor duas boas notícias nesta terça-feira (24): a manutenção da nota do Brasil pela agência Standard & Poors e as informações do jornal Valor Econômico de que dificilmente haverá racionamento de energia este ano.

A primeira notícia fortalece o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, colocando-o cada vez mais como âncora do governo Dilma ou o chamado “pau da barraca”, como acredita a oposição.

A decisão da Standard & Poors fortalece o trabalho de catequização da base partidária sobre os riscos que o Brasil corre se não houver aprovação do ajuste fiscal promovido por Levy. Mostra também que ele está conseguindo, até agora, o waiver das agências de classificação de risco até junho.

As nuvens no horizonte da Dilma, porém, permanecem carregadas. Centrais sindicais acamparam em Brasília para tentar mudar o corte nos benefícios trabalhistas do pacote fiscal.

A manchete do Estadão diz que Dilma está recuando nesta linha, e que pode rever alguns pontos das Medidas Provisórias 664 e 665, partes do pacote fiscal em tramitação no Congresso Nacional.

A manchete do Valor decorre em parte de duas notícias difíceis: uma que a queda do PIB prevista para este ano vai diminuir a demanda de energia por parte da indústria e a outra é que o tarifaço está provocando redução do consumo.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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