O governo espera uma trégua das agências de risco

13/03/2015 10h06m. Atualizado em 16/03/2015 08h53m

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Enquanto a turbulência política aumenta às vésperas das manifestações deste domingo (15), o Governo Dilma Rousseff não perde o foco na questão da perda do grau de investimento do Brasil.

O Governo espera um waiver (perdão) das agências até junho, quando os primeiros resultados do trabalho do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deverão aparecer.

O termo waiver tão afastado e esquecido de Brasília nos últimos anos pode voltar à moda nas próximas semanas.

O termo virou manchete de jornais nas negociações com o Fundo Monetário Internacional, o FMI, em tempos passados e tristes da relação do Brasil com a comunidade financeira internacional.

O Governo acredita que as conversas de Levy foram boas e esperam receber não mais que um downgrade no Brasil, uma letra a menos, um menos a mais, no índice de risco.

Enquanto isso, um dos mentores desta situação de risco econômico, Aloízio Mercadante, teve o fogo de sua fritura aumentado em Brasília. Os jornais desta sexta trazem informações sobre a perda de espaço na coordenação política.

A maior surpresa foi o artigo da Marta Suplicy na Folha pedindo a cabeça do copiloto – ele, Mercadante – já que não pôde pedir a cabeça da Comandante.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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