Serviços de inteligência apontam “grande adesão” aos protestos de domingo

12/03/2015 13h24m. Atualizado em 15/03/2015 00h25m

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Os serviços de inteligência de órgãos como a Polícia Federal e o Exército informaram ao Palácio do Planalto que a previsão é de “grande adesão” aos protestos marcados para o próximo domingo (15).

Segundo informações obtidas pelo blog, os dados levantados pela inteligência são de que, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, os protestos podem ser maiores do que o esperado anteriormente.

A expectativa é de que grupos como “black blocs” e anarcopunks atuem para trazer confusão e até violência contra prédios do serviço público. Bancos também estão entre os alvos apontados pelo serviço secreto.

Diante do quadro, a presidente Dilma Rousseff convocou alguns de seus principais ministros para ficar em Brasília no fim de semana. É o caso do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

A presidente quer um plantão para acompanhar os protestos organizados contra o governo em todo o país.

Funcionários começaram a montar, inclusive, uma cerca em frente ao Palácio do Alvorada nesta quinta-feira (12) para ajudar na contenção de possíveis manifestantes. Veja foto acima.

O blog ouviu uma história engraçada que ilustra a possibilidade de “grande adesão” aos protestos.

Um militar entrou em uma loja de artigos do Exército, Marinha e Aeronáutica e perguntou onde era o banheiro. De pronto, o atendente mostrou a bandeira do Brasil.

O militar, então, respondeu enfaticamente: “não, banheiro”. Entendendo finalmente a pergunta do colega, o atendente pediu desculpas e disse: “entendi errado”. “É que todos estão comprando bandeiras na loja para as manifestações. Achei que você fosse mais um”.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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