Corrupção em pesquisa, empresas da Lava-Jato em crise e fundos de investimentos expostos. Destaques dos jornais desta segunda (23)

23/02/2015 08h36m. Atualizado em 24/02/2015 07h56m

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O escândalo de corrupção e seus efeitos econômicos continuam ocupando espaço nas primeiras páginas dos jornais nesta segunda-feira, 23 de fevereiro. “Novo centro de pesquisa teve propina de R$ 36 milhões” diz o Globo. As obras de duplicação do Cenpes, Centro de Pesquisas da Petrobras, considerado um dos mais competentes centro de desenvolvimento tecnológico do país, teve também sobrepreço.

Em delação premiada, o ex-gerente Pedro Barusco admitiu que o preço foi 150% acima e a propina foi dividida entre ex-diretores e partidos políticos. O Globo trata também dos acordos de leniência que a AGU tenta fazer. Neste caso, os auditores externos acham que podem livrar empresas da operação Lava Jato. Traz também um texto afirmando que algumas empresas do esquema estão financeiramente por um fio.

“Advogados se armam para a batalha jurídica da Lava-Jato” é a manchete do Valor Econômico. Sessenta escritórios de advocacia já foram contratados para defender os acusados e estão coordenando linhas de defesa.

“Fundos têm R$ 9 bilhões em papéis ligados à crise da Petrobras”, diz a Folha de S.Paulo. Os fundos de investimento têm aplicações em mais diversos papéis ligados à Petrobras e às empresas ou às operações de crédito entre elas. O FI-FGTS tem outros R$ 11 bilhões aplicados em empresas da Lava Jato: 34% do seu patrimônio.

“Governo quer mudar cálculo de aposentadoria”, destaca o Estado de S.Paulo informando que para acabar com o fator previdenciário será preciso criar outra fórmula de aposentadoria que misture tempo de contribuição e idade dos segurados. O jornal informa ainda que um estaleiro do Pré-Sal, o EAS rompeu contrato de US$ 6 bilhões alegando que não recebe.

Outros destaques do dia. A Folha publica que o novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, levou sua amiga Val Marchiori num jato de serviço do Banco do Brasil para Buenos Aires. O banco nega. O prefeito de Caracas foi preso com base numa denúncia obtida sob tortura.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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