Crise econômica e corrupção na Petrobras derrubam popularidade de Dilma, destacam os jornais de domingo (8)

08/02/2015 07h03m. Atualizado em 09/02/2015 07h13m

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A popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) despenca 19 pontos e agora 44% acham seu governo é ruim ou péssimo (em dezembro, o número era de 24%) e apenas 23% consideram seu governo ótimo ou bom (antes, 42%); 77% acham que ela sabia dos desvios na Petrobras e 81% acreditam que a inflação vai subir. Entre os que ganham até dois salários mínimos, o recuo de popularidade da presidente foi de 23 pontos. Na região Nordeste, a aprovação caiu de 53% para 29%.

Caiu também a aprovação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em dez pontos: de 48% para 38% que acreditam que o governo ótimo ou bom. A principal razão é a falta de água: 88% acham que ele poderia ter feito mais do que fez para evitar a crise. Pioraram também os índices do prefeito Fernando Haddad (PT).

O resultado da pesquisa do Instituto DataFolha foi manchete da Folha de S. Paulo neste domingo (8): “Crises derrubam popularidade de Dilma, Alckmin e Haddad”. Já do Estado de S.Paulo foi “Em meio a crise, avaliação de Dilma despenca, diz pesquisa”. A manchete do matutino O Globo é que a “Petrobras contratou 60% das obras por convite”. A forma de contratação cresceu nove vezes de 2003 a 2012 e movimentou R$ 220 bilhões. O esquema fortaleceu a ação do cartel na estatal.

Outros destaques dos jornais são principalmente sobre crise hídrica. “SP adotará “gatilho para racionamento” informa o Estadão. A notícia é que o governador determinou à Sabesp que estabeleça um volume mínimo, abaixo do qual o racionamento seria decretado. Depois de uma semana de fortes chuvas, o sistema Cantareira está com apenas 5,6% da sua capacidade.

“Segurar preço da gasolina foi ilegal, diz jurista”. A informação também é do Estado. O Globo destaca o carnaval de rua. Traz também a informação de que, no meio da seca, a Milícia está controlando a venda de água tirada de poços artesianos clandestinos.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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