A Grécia escolheu seu destino: quer menos austeridade e vai brigar com credores

25/01/2015 09h44m. Atualizado em 26/01/2015 19h33m

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A Grécia fez neste domingo (25) eleições gerais. O que está em jogo é a relação com a Zona do Euro, vista pelos gregos ora como a razão da crise, ora como a salvação. O partido de esquerda Syriza, confirmando as pesquisas, venceu as eleições na Grécia e comemorou mesmo antes do fim da contagem das urnas, porque estava clara a sua vitória. O líder do partido Alexis Tsipras, 40 anos, já avisou nas primeiras declarações que a Grécia “não quer mais austeridade quer dignidade.” Palavras ainda de palanque mas que mostram que o país quer renegociar a dívida com os credores da Zona do Euro.
A Grécia sentiu mais do que qualquer país a crise, o desemprego, a perda de poder de compra, os cortes nos gastos públicos. Mas era também um país endividado, que vivia além das suas possibilidades. Agora os indicadores econômicos estão melhorando. O apelo que levou os eleitores a votarem na esquerda é simples, resume a revista britânica The Economist, os gregos estão “fed up” (cansados) “depois de seis anos de recessão e a perspectiva de continuar com medidas de austeridade”. O temor de que isso acabe tirando a Grécia do Euro tem até um nome em inglês. É “Grexit”. O país é pequeno, mas muito conectado com o resto da Europa. Agora que as urnas já falaram é preciso ver como reage o mercado na segunda-feira (26).

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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