Crise da água nos estados e a baixa criação de emprego em destaque nos jornais deste sábado (24)

24/01/2015 06h32m. Atualizado em 24/01/2015 10h15m

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O governo fez sexta-feira (23) uma reunião de seis ministros para avaliar a situação da água nos Estados. Ao fim da reunião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pediu à população que economize água. “Planalto vê cenário ‘crítico’ da água e pede ajuda à população” é a manchete do Estado de S. Paulo. “Governo pede a brasileiros economia de água e luz” diz o Globo. No Rio, a seca já afeta o funcionamento de parte das indústrias. Apesar de o governo ter enfatizado apenas a crise da água, o risco de racionamento de energia é tratado também nos jornais. Segundo o Globo, cálculos do governo mostram que um corte de 10% na oferta de energia teria impacto direto de R$ 6 bilhões no PIB. Considerando efeitos indiretos, o custo seria maior. O Estadão informa, também na primeira página, que “Custo da energia indica necessidade de cortar consumo”. Segundo o jornal o setor elétrico já deu sinal de esgotamento. “Na prática o cenário passou a indicar que seria melhor adotar medidas para reduzir consumo em até 5% da demanda total em vez de produzi-la a um custo tão alto”. A coluna Direto da Fonte informa que o ministro Eduardo Braga recebeu um puxão de orelha da presidente Dilma, através do ministro Aloizio Mercadante. O motivo? O fato de Braga ter dito que haverá racionamento caso a água nos reservatórios chegue a menos de de 10%. O ministro da Energia tinha dito que abaixo disso há um problema técnico, as turbinas não rodam. Na reunião dos seis ministros se decidiu incluir no PAC a obra de transposição do rio Paraíba do Sul para reforçar o Cantareira, de interesse do governo paulista. O problema é que na reunião ministerial se falou do risco de esgotamento de alguns reservatórios nos próximos meses no Rio, Minas e São Paulo.
O país teve no ano passado a menor criação de empregos em 24 anos. A notícia também está nas primeiras páginas. Foram 397 mil postos com carteira assinada, 64,5% inferior ao de 2013. Em Davos, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, definiu como ultrapassado o benefício do “seguro desemprego” como ele é concedido no Brasil. Recentemente, o governo dificultou o acesso ao benefício. Antes tinha acesso o trabalhador com carteira assinada por seis meses, agora só após 18 meses. O ano de 2014 tem outro número ruim: fechadas as contas externas, o rombo de 4,17% do PIB é o dobro do ano anterior e é o maior desde 2001. Em valores absolutos, os US$ 90 bilhões de déficit é o maior da história.
Na investigação do Lava Jato, os investigadores suspeitam que a JD Assessoria e Consultoria, de José Dirceu, funcionava como empresa de fachada. O empresário Ricardo Pessoa, da UTC-Constran, está negociando um acordo de delação premiada. É o primeiro empreiteiro a fazer isso. O Globo anunciou que o juiz Sérgio Moro foi escolhido como “personalidade do ano de 2014” na premiação do Faz Diferença.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

1 Comentário para "Crise da água nos estados e a baixa criação de emprego em destaque nos jornais deste sábado (24)"

  • Angelica Souza 25-01-2015 (6:33 am)

    O povo brasileiro pede ao governo: economia na hora de gastar o dinheiro publico com estadios de futebol, que fazer o que agora…. ja estao prontos e nao geram uma gota de agua e nem um kilowatt de eletricidade, e pede principalmente, economia da dinheiro publico na hora de acertar propinas nas nas suas tramas de corrupcao. Agora vem ministro pedir com cara de pau para nos, o povo, economizar…. faz me o favor e menos governo ridiculo!

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