Mulheres que usam redes sociais são menos estressadas

20/01/2015 13h01m. Atualizado em 21/01/2015 09h31m

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Cientistas do Pew Research Center chegaram à conclusão que não há relação direta entre o vício das redes sociais e o nível de estresse. Segundo a pesquisa, que ouviu 1801 adultos, as mulheres que usam as redes sociais com mais freqüência, e compartilham fotos, são 21% menos estressadas do que as não usam.
Entre os homens, não foi percebida diferença no nível de estresse por usuários e não usuários de redes sociais.
Na pesquisa, os participantes responderam sobre a medida em que se sentiam estressados em dez perguntas. Eram questionamentos relacionados a como a vida deles está sobrecarregada, imprevisível ou incontrolável.
O método usado foi a chamada “Escala de Estresse Percebido”, que corresponde ao controle emocional da pessoa para enfrentar problemas da vida, como ansiedade, depressão e doenças em geral.
Há uma série de fatores que influenciam diretamente o Estresse Percebido. O desemprego, e até mesmo a solidão, são um desses elementos.
Um estudo anterior incluiu a dor alheia no rol das causas do estresse. Mas, até então, a relação entre o uso da tecnologia e o estresse era desconhecida. Havia uma percepção coletiva de que usuários viciados tinham maior propensão ao estresse.
A relação mais próxima entre o uso das redes e o estresse encontrada neste estudo é que, pelas mídias sociais, as pessoas passaram a se inteirar mais sobre a vida alheia. Com isso, o fator “dor alheia” passou a ter influência maior.
“O estresse não está associado com a freqüência de uso de tecnologia das pessoas, nem com quantos amigos usuários têm em plataformas de mídia social. Mas o uso da tecnologia digital está associada ao estresse por meio de níveis mais elevados de consciência de eventos estressantes na vida dos outros. Esta constatação reforça a evidência de que o estresse é contagioso”, mostrou a pesquisa.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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