Governo quer estimular passageiros a carregar bagagem em vez de despachar

12/01/2015 19h55m. Atualizado em 12/01/2015 19h55m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

De acordo com o jornal O Globo, o governo estuda reduzir ou até acabar com o direito do passageiro de embarcar malas em vôos domésticos, hoje estipulados em 23 quilos para viagens nacionais e em 32 quilos para as internacionais. O diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, defende uma franquia mínima para o despacho e uma liberação do peso a ser carregado em mãos na parte interna do avião. O limite atual para bagagem de mão é de 5 quilos e quem viaja sabe que já não é fácil encontrar lugar para acomodar seus pertences.
A torcida das empresas aéreas pelo fim da franquia é que a medida vai permitir a oferta de duas categorias de bilhetes: uma mais barata para quem carregar sua própria mala e outra mais cara para quem resolver despachar.
Aeronave pesada faz gastar mais combustível, influencia na velocidade e na razão de descida.
Em 2013, a empresa Samoa Air causou polêmica quando anunciou que sua passagem seria cobrada a partir do peso dos passageiros. O cálculo da passagem é a soma de um preço fixo com o peso do passageiro e de sua bagagem. “Esse é o jeito mais justo de cobrar pela viagem”, sustentou o presidente da aérea, Chris Langton.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.