Governo tenta economizar até tirando R$ 2 do salário mínimo. Nos jornais desta quarta (31)

31/12/2014 07h43m. Atualizado em 01/01/2015 10h15m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

A presidente Dilma Rousseff vai reajustar a tabela do imposto de renda abaixo da inflação e arredondou para baixo o salário mínimo. Só com a segunda medida – que tira R$ 2,00 do mínimo – o governo vai economizar R$ 600 milhões. É o que conta o jornal O Globo em manchete nesta quarta (31): “Dilma dá reajuste menor para tabela do IR e mínimo”.
O salário mínimo passa a ser de R$ 788, e o Congresso havia arredondado para R$ 790. A presidente vai vetar o reajuste de 6,5% na tabela do IR e editar uma MP com 4,5%. As mudanças no seguro-desemprego, pensões e abono salarial começam a valer em março. O Ministério do Trabalho avisou ao governo que é inconstitucional pagar abono proporcional aos meses trabalhados.
O Estado de S.Paulo informa que, em mais um esforço para ajustar as contas, o governo aposta em receitas extras: o fim da redução do IPI dos automóveis, aumentos na energia para que não pese apenas sobre o Tesouro o desequilíbrio do setor, renovação de concessões e até um possível aumento do imposto sobre combustíveis (CIDE). “Governo aposta em receitas extras para arrecadar R$ 45 bilhões”, afirma o Estadão na manchete.
A Folha de S.Paulo destaca que “Sob Dilma, dólar lidera ranking das aplicações”. Os fundos cambiais subiram 59,1% nos quatro anos. Segundo especialista ouvido pelo jornal: “Com Dilma, aumentou a aversão ao Brasil devido ao maior intervencionismo, baixo crescimento e risco de mudanças de regras do jogo”. E isso teria explicado essa alta do dólar.
Outras notícias dos jornais: o governo anunciou ontem a volta de Juca Ferreira para o Ministério da Cultura. Marta Suplicy reagiu escrevendo no facebook: “A população brasileira não faz ideia dos desmandos que esse senhor promoveu à frente da Cultura”. Ainda não foram nomeados 14 ministros.
Um estudo da Sabesp, revelado pelo Estadão, mostra que 10% dos consumidores usam o equivalente a um terço da Cantareira em um mês. Os ministros Guido Mantega e Miriam Belchior fizeram ontem balanços elogiosos às suas gestões. Há controvérsias, diria Ancelmo Gois.
Segundo O Globo, a Petros pediu que os servidores não destruam possíveis provas. O fundo de pensão da Petrobras também será investigado. Ônibus no Rio vão ter o maior aumento desde 2006: 13,3%.
A tempestade que houve em São Paulo, e que o prefeito Fernando Haddad comparou a alguma coisa próxima de um furacão, deixou vários bairros sem luz por dois dias.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.