Flúor de Creme dental tem origem interestelar, diz estudo

26/12/2014 20h36m. Atualizado em 27/12/2014 15h34m

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Escovar os dentes garante ao homem a experiência de entrar em conexão com o Cosmos, garante o site Mashable. Uma nova pesquisa da Universidade de Lund, na Suécia, sugere que o flúor, presente na pasta de dentes, pode ter bilhões de anos, originando-se de estrelas mortas há muito tempo.
Flúor é elemento mais comum em pastas de dentes, mas está presente, também, em refrigerantes e produtos farmacêuticos. De acordo com o estudo, o flúor provém das estrelas gigantes vermelhas. Seriam herdeiras de um elemento com origem provável nos núcleos de alta pressão de estrelas semelhantes ao Sol.
“O flúor em nossa pasta de dente provém de antepassados mortos do sol”, disse o professor de astronomia Nils Ryde, na Universidade de Lund.
Para detectar as estrelas produtoras de flúor, Ryde e a equipe de pesquisadores usaram um telescópio no Havaí e um novo instrumento que pode analisar a luz infravermelha. “A construção de instrumentos que podem medir a luz infravermelha de alta resolução é muito complicado e apenas recentemente se tornaram disponíveis”, disse Ryde em comunicado.
Ryde e a equipe examinaram o espectro da luz das estrelas a partir de sete gigantes vermelhas próximas. Algumas estrelas quando perto do fim do seu ciclo de vida entram na fase em que são identificadas como gigantes vermelhos. Astrônomos acreditam que o sol pode acabar tendo o mesmo destino, ou seja, virar flúor… Ryde descobriu que os comprimentos de onda das gigantes vermelhas vizinhas correspondiam ao do flúor. No fim da vida das gigantes vermelhas, a estrela sacode o flúor para uma nebulosa planetária. A nebulosa planetária passa a fornecer ingredientes para novas criações no universo.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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