Da Inglaterra, uma mudança radical de entendimento: Médicos não são necessários em partos

08/12/2014 08h46m. Atualizado em 10/12/2014 19h12m

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De acordo com o Instituto Nacional de Saúde e Assistência da Inglaterra (NHS), dar à luz em casa é mais saudável para a maioria das mulheres. As recomendações do instituto de saúde marcam uma mudança radical no entendimento sobre a necessidade de internação hospitalar para o parto.
As mães de primeira viagem serão orientadas a dar à luz em enfermarias e para as que estão no segundo filho será informado que um parto em casa é mais seguro que no hospital. Atualmente, na Inglaterra, menos de 3% dos nascimentos são realizados em casa.
Para o diretor de prática clínica do NHS, Mark Baker, a maioria das mulheres é saudável e precisa apenas de parto simples. “Ao longo dos anos, surgiram evidências de que, para mulheres sem problemas de saúde, o parto realizado por uma parteira é mais saúdavel do que partos tradicionais em unidade hospitalar”, disse o médico.
Mark Baker recomenda que mulheres grávidas devem se manter longe de hospitais, mas pondera que cabe a mulher escolher: “Mulheres devem ter seus bebês onde se sentirem mais confortáveis”.
Para Mark Baker, o local ideal para partos seria um centro de enfermaria obstetrícia com um ambiente mais aconchegante que o hospitalar, mas que facilitaria a visita médica caso fosse necessária. Embora as novas diretrizes incentivem o parto fora de hospitais, a NHS alerta que há riscos, principalmente no nascimento do primeiro filho.
Na Inglaterra, a média de problemas graves no nascimento é de cinco a cada mil nascimentos. Quando considerados os partos em casa para mães de primeira viagem, o índice alcança nove problemas em cada mil. Já na unidade de obstetrícia, o índice diminui para três. A reportagem é do jornal britânico The Telegraph.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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