Inflação pode não estourar a meta, mas já estourou o bolso

05/12/2014 22h10m. Atualizado em 07/12/2014 09h52m

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Converse com um vizinho, amigo, com sua mulher, marido, sogra ou mãe e pergunte pelos preços. Todos dirão que eles estão subindo demais.
E tem casos para contar de quanto levavam para supermercado e quanto conseguiam comprar a mais do que compram hoje.
A sensação é de estouro… pelo menos do orçamento.
Mas o governo e os economistas estão dizendo que há uma grande chance de a inflação do ano não estourar o teto da meta, ou seja, não ficar além de 6,5%.
Nos últimos quatro meses ficou acima do teto. A taxa de novembro, divulgada nesta sexta-feira, 5, ficou em 0,51%,. O acumulado em 12 meses está 6,56% e o que pesou mais foram os itens de alimentos e energia.O que o IBGE e os especialistas explicam é que no mês de dezembro do ano passado foi altíssimo, 0,92%. Por isso, se o mês de dezembro ficar menor do que 0,86% – o que tem uma grande chance de acontecer – a inflação do ano fica dentro do intervalo da meta, raspando o teto. Isso porque sairá o 0,92% da conta e entrará o novo número.
Mas tudo isso é número que os economistas gostam e que o governo administrou para não dar mais que 6,5% no ano.
O que as pessoas sentem, principalmente quando saem para fazer compras, é que essa coisa da inflação está o maior sufoco.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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