Rede volta a colher assinaturas e vai fortalecer oposição a Dilma

22/11/2014 09h26m. Atualizado em 22/11/2014 17h22m

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A Rede Sustentabilidade começa neste sábado (22) a definir dois pontos importantes sobre o seu futuro como partido político: o reinício da coleta de assinaturas e começará o debate sobre a forma como se colocará em oposição ao governo Dilma Rousseff.
As decisões serão o resultado de debates que começam hoje vão até o domingo (23), quando termina a reunião da executiva do grupo. Mas já há consenso sobre as duas atitudes, reiniciar as coletas e ser oposição, segundo o coordenador nacional de organização da Rede, Pedro Ivo.
Em entrevista ao blog, Pedro Ivo afirmou que “a legalização não é só um desejo dos seus membros, mas é também uma necessidade da sociedade”. “A sustentabilidade está órfã e há a demanda de um partido para coloca-la na ordem do dia”, disse.
Faltam aproximadamente 34 mil assinaturas para o partido ser oficializado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apoiadores da Rede não faltam para colhê-las pelo país.
Terceira colocada nas eleições, Marina Silva (Foto), maior expoente da Rede, teve de se filiar ao PSB após o partido ter o registro negado pela corte ano passado. Inicialmente vice de Eduardo Campos, Marina foi alçada a cabeça de chapa após o trágico acidente aéreo que ceifou a vida dele e de assessores.
Marina terminou a eleição com 22 milhões de votos. Em um primeiro momento, os integrantes da Rede que seguiram Marina na filiação ao PSB não precisarão deixar a legenda.
Uma corrente menor defende inclusive uma fusão da Rede com outro partido mais antigo, como o próprio PSB, para evitar se tornar mais uma legenda em um país onde existem 32. A corrente defende que, assim, a Rede teria mais tempo de televisão nas próximas eleições.
Essa decisão, dado o peso da liderança de Marina Silva e o papel histórico do PSB, poderia dar início ao processo de realinhamento partidário que muitos analistas consideram essencial e que deveria preceder qualquer tentativa de reforma política. O realinhamento partidário daria maior consistência programática e mais força política à oposição.
A discussão sobre a forma como a legenda será oposição a Dilma não termina neste final de semana. Continuará na reunião do chamado elo do partido, a direção nacional, que acontecerá somente em dezembro.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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