Ops, Polícia Federal diz que incluiu funcionário da Petrobras na lista da propina “por erro material”

19/11/2014 23h13m. Atualizado em 20/11/2014 08h59m

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Em resposta a um questionamento do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, a Polícia Federal informou, nesta quarta-feira (19), que não há provas de que o atual diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, tenha envolvimento com o esquema de pagamento de propina na Petrobras.
O delegado Márcio Adriano Anselmo explicou que o nome de Cosenza foi incluído no interrogatório dos investigados apenas por ele ter sucedido o ex-diretor Paulo Roberto Costa no cargo. No documento enviado ao juiz, a Polícia Federal alegou “erro material” pela citação do atual diretor de Abastecimento da estatal.
Após anunciar o erro, o delegado, no entanto, ratifica a existência de indícios de propina na área de Abastecimento mesmo após a saída de Paulo Roberto. “Como, por exemplo, no caso da empresa Engevix, contra a qual teria sido emitida nota fiscal de prestação de serviços fictícios em 04/04/2014, no valor de R$ 213 mil”.
A Polícia Federal faz bem em admitir o erro. Pela alta credibilidade que tem na sociedade brasileira, apontar o envolvimento de uma pessoa em um escândalo, como o de desvios na Petrobras, acaba com a vida de uma pessoa e de sua família. Melhor seria se não tivesse errado.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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