Trabalho escravo atinge 155,3 mil pessoas no Brasil, diz pesquisa

17/11/2014 23h25m. Atualizado em 17/11/2014 23h25m

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Segundo o relatório Índice de Escravidão Global 2014, da Fundação Walk Free, divulgado nesta segunda-feira (17), o Brasil tem 155,3 mil pessoas em situação análoga à escravidão. Os números recuaram em relação a 2013, quando a mesma pesquisa apontou mais de 210 mil pessoas submetidas ao trabalho escravo no país.
De acordo com o estudo, a realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, deslocou da área rural para a área urbana a concentração de trabalho escravo no país. O setor de construção civil e a exploração sexual foram as principais responsáveis pelo aumento de casos nas cidades. A Walk Free ressaltou que Fortaleza (CE) concentrou a maior parte dos casos de abuso sexual de crianças por turistas neste ano.
Bolivianos e peruanos são explorados pela indústria têxtil brasileira, segundo o relatório. A maioria desses estrangeiros entraram no país de forma irregular e é vítima de violência, ameaça e servidão por dívida.
O estudo também chama à atenção para o trabalho doméstico infantil. De acordo com a Walk Free, o Brasil possuía, em 2013, 258 mil crianças atuando como empregadas domésticas.
Na escala de pior para o melhor, em 2014, o Brasil aparece em 143º dos 167 países avaliados. A Mauritânia, na Costa Oeste da África, está em 1º lugar no ranking. Em 2013, o Brasil estava em 94º entre os 162 países avaliados. No ranking das Américas, o Brasil está em 24º em um total de 27 países avaliados. Em 2013, o país apareceu em 13º.

Com informações da EBC

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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