Fluminense x Botafogo: Quando os jogadores deixam de ser pedra para serem testa

17/11/2014 09h14m. Atualizado em 17/11/2014 09h33m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

Por Gabriela Moreira Fred tentou duas vezes. Conca recebeu sozinho, ele e Jefferson e o argentino preferiu cabecear para o meio da área. O altruísmo do meia não é incomum. Surpresa foi o gol do Fluminense ter saído da cabeça de Edson (FOTO). Volante que cabeceou feito um atacante. Para o chão, surpreendeu também o goleiro da seleção.

Natural de Touro, no Rio Grande do Norte, Edson estava exultante na zona mista. Entre as pérolas de simplicidade revelou que entre os seus maiores sustos na capital fluminense foi a conta de uma churrascaria famosa na zona sul da cidade, para onde foi com familiares e amigos comemorar seus dois primeiros gols no tricolor, diante do Goiás, em agosto.

“Hoje a comemoração vai ser baratinha. Nunca mais volto naquele lugar. Troço caro!”, disse o volante aos jornalistas na saída do Maracanã deixando de ser pedra, para se tornar testa e sorriso.

Não sei o que pensaria o poeta Manoel de Barros. Mas lembrei dele ao sorrir com Edson. Afinal, quem nasce em Touro, não há de se contentar com qualquer chuleta.

O jogador revelou também as estratégias internas do time de Cristóvão. “O Fred pediu para eu ir disputar as bolas aéreas com ele. Porque os marcadores estavam todos nele. Eu subiria sozinho”

E assim foi. A vitória do Fluminense contribuiu para afundar o Botafogo no campeonato brasileiro. E a entrevista de Edson ajudou a tirar do lugar comum as “fatigadas palavras de informar”, para lembrar o grande Manoel de Barros.

Gabriela Moreira

Gabriela Moreira é repórter da ESPN e colaboradora do blog

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.