Cunhada de tesoureiro do PT é citada em mensagem que fala de propina

15/11/2014 10h15m. Atualizado em 15/11/2014 20h02m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

Mensagem interceptada na operação Lava Jato, citada em todos os jornais e revistas do país neste sábado (15), aponta que representante da empreiteira OAS teria entregado R$ 110 mil à petista Marice Corrêa Lima, cunhada do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.
No despacho, o juiz Sérgio Moro ponderou que não havia prova que justificasse a prisão temporária de Marice, mas afirmou que o fato precisa ser “esclarecido”.
“Entendo que o fato deve ser melhor esclarecido, não havendo prova que justifique a prisão temporária dela. De todo modo, para fins investigatórios, autorizarei a medida menos gravosa de sua condução coercitiva para prestar depoimento”.
A condução coercitiva é uma ferramenta jurídica menor que uma prisão, mas serve justamente para o suspeito se explicar de algum possível crime.
No caso, Marice já prestou depoimento. A ver. Se o pior cenário se comprovar a mensagem pode se tornar uma importante prova contra o PT nos desvios na Petrobras.
Em trecho de relatório da Polícia Federal obtido pelo O Globo, os policiais lembram que Marice também teve o seu nome ligado a suspeitas no escândalo do mensalão do PT.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.