PT x PSDB: Gleisi e Aloysio batem boca no Senado: “Dilma é mentirosa” e “a seca de Alckmin?”

11/11/2014 10h08m. Atualizado em 11/11/2014 12h25m

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O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), discutiu nesta segunda-feira (10) com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) no plenário do Senado.
No início da sessão, Aloysio Nunes, o candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves, acusou a presidente Dilma Rousseff de mentir durante a campanha eleitoral ao garantir que a inflação e as contas públicas estavam sob controle e que não haveria medidas impopulares.
Em resposta, Gleisi Hoffmann, ex-chefe da Casa Civil da presidência da República, subiu à tribuna, pediu respeito à presidente Dilma Rousseff e lembrou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse na campanha à reeleição que a seca estava controlada.
Aloysio Nunes ressaltou que Dilma mentiu ao dizer que a então candidata do PSB, Marina Silva, tiraria comida do prato do trabalhador ao propor a autonomia do Banco Central.
“O que realmente tira prato de comida da mesa do trabalhador é o aumento das tarifas públicas, é o aumento da gasolina, do diesel. E ela disse que não haveria hipótese de tarifaço. Está aí, no jornal. Pouco tempo depois da sua eleição, aumento da tarifa de energia”, frisou.
Gleisi disse que as acusações de “mentirosa” e “estelionatária política” eram palavras muito fortes para serem destinadas a Dilma. A senadora argumentou que o aumento da energia e da gasolina foram pequenos e feitos em bases contratuais.
Para Gleisi, a mesma acusação de Aloysio também caberia à campanha do governador Geraldo Alckmin, já que ele disse que a seca não levaria à falta de água em São Paulo. Aloysio Nunes disse que o problema da seca em São Paulo era climático e Gleisi rebateu: “Desculpe, Senador Aloysio. Desculpe, mas não foi isso. Desculpe; foi falta de planejamento, sim, porque onde tivemos problema recorrente de seca, que foi no Nordeste, conseguimos enfrentar o problema, porque tivemos planejamento”.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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