Petrobras investigada no Brasil e nos Estados Unidos. Temer trata questão com neutralidade

10/11/2014 00h25m. Atualizado em 10/11/2014 14h22m

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Agora há duas investigações nos Estados Unidos sobre as propinas supostamente pagas para funcionários da Petrobras. Como a empresa brasileira vende ações no mercado americano – o que eles chamam de ADRs ( American Depositary Receipts: papel que representa ação da empresa) – as autoridades americanas tem o direito, e até o dever de investigar.
Assim o xerife do mercado de ações, a SEC, recentemente começou uma investigação. O que o Financial Times informa neste domingo (9) é que o Departamento de Justiça também quer saber tudo sobre as propinas que, segundo declarações do ex-diretor Paulo Roberto Costa foram pagas em diversos negócios.
A empresa ficará submetida a dois fogos. De um lado, a investigação do Ministério Público e Polícia Federal. De outro, pelas autoridades americanas.
Quando uma empresa lança ações para serem vendidas a acionistas nos Estados Unidos se submete às leis de lá. Uma delas é a que combate a corrupção dentro das empresas. Eles vão investigar se a empresa violou a lei anti-corrupção dos Estados Unidos.
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), tratou com naturalidade o fato de os Estados Unidos estarem investigando a Petrobras.
“A Constituição brasileira determina a autodeterminação dos povos. Se os Estados Unidos abriram investigação têm que seguir, aliás, como o Brasil está fazendo”, disse Michel Temer ao participar da 66ª Reunião Geral da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), em Campinas (SP), nesta segunda-feira (6).

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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