BC adota receita condenada por Dilma em campanha e aumenta Juros

30/10/2014 12h20m. Atualizado em 30/10/2014 12h21m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

O aumento inesperado dos juros, elevando a taxa básica para 11,25% apenas três dias após as Eleições, demonstra que o Banco Central tentará conter a inflação crescente em no segundo mandato de Dilma Rousseff.

Manchete dos principais jornais do país, a decisão foi comentada em nota, pelo próprio BC, considerando “oportuno” ajustar as situação monetária e garantir, assim, situação melhor no combate à inflação em 2015 e 2016

A decisão dividiu os integrantes do Comitê de Política Monetária, o Copom. Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini e outros quatro membros do Conselho votaram a favor da alta do juros. Três diretores queriam a manutenção da taxa em 11%.

A sinalização do BC para os próximos dois anos bate de frente com o raciocínio da própria presidente Dilma. Durante as eleições, a então candidata Dilma sustentou que aumentar juros era forma perversa de conter a inflação.

Segunda a presidente, iria tirar da população a capacidade de comprar parcelado. Na campanha,  Dilma fez, ainda, programas eleitorais nos quais atacava propostas de candidatos de oposição de dar mais autonomia ao BC.

Na ocasião, Dilma e o PT apontavam que o Banco Central fora de controle entregaria, de mão beijada, o poder aos banqueiros e tiraria, do dia para a noite, os pratos de comida dos brasileiros.

 

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.