Mudança na política econômica de Dilma após reeleição é urgente, diz Financial Times

28/10/2014 12h47m. Atualizado em 10/12/2014 23h51m

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Em editorial publicado na edição desta terça-feira (28), o jornal britânico Financial Times afirmou que a mudança na condução da economia no governo Dilma Rousseff é “urgente” e necessita de “choque de credibilidade”.
Jornal mais influente no mundo econômico europeu, o Financial Times acredita que o país precisa de um novo rumo após a reeleição de Dilma Rousseff (PT), já que o país está dividido e a economia em desaceleração.
O Financial Times sabe que a agenda de problemas brasileiros é grande, mas, no editorial, defende que o urgente é a indicação de um novo ministro da Fazenda — com autonomia e credibilidade para acalmar o mercado financeiro.
O jornal ainda afirma que um segundo mandato de Dilma pode ser mais reconciliador, diante da vitória apertada sobre o concorrente Aécio Neves (PSDB) e a reação do mercado nesta segunda-feira (28).
A Bolsa de Valores de São São Paulo (Bovespa) operou em queda após a reeleição de Dilma e as ações da Petrobras despencaram.
Um dos principais jornais do Brasil, O Estado de S.Paulo faz, também em editorial, uma ironia. Com o título “Dilma ‘melhor, só vendo”, o Estadão diz que a própria Dilma já deu “motivos para o ceticismo” ao não citar o nome de Aécio Neves no discurso da vitória após a reeleição.
O jornal lembra ainda a violência com que a sua campanha tratou Marina Silva, terceira colocada nas eleições, e chega a conclusão de que o país saiu mais “crispado” da sucessão presidencial.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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