Febre chikungunya chegou para ficar no Brasil, alerta médico especialista da UnB

24/10/2014 17h19m. Atualizado em 10/12/2014 23h53m

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Febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Esses são alguns dos sintomas da Febre Chikungunya, a nova Dengue, que já registra um total de 789 casos no Brasil. A  principal diferença entre as duas doenças está no fato de que a febre acomete as articulações,  pois o vírus atinge as juntas dos pacientes, causando inflamações, dores, inchaço, vermelhidão e calor no local.

Doutor em medicina tropical e professor da Universidade de Brasília (UnB), o médico Pedro Tauil, alerta que a doença chegou com força ao país e deve permanecer.

Em três estados brasilieros a transmissão da febre chikungunya já foi detectada. Só na Bahia, por exemplo, foram registrados 458 casos. No Amapá outros 330 diagnósticos da doença foram confirmados e em Minas houve um caso.

O médico explica que como o vÍrus da doença tem os mesmos vetores da dengue – os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus – a febre deverá ter maior incidência na época de chuva, período considerado de picos de transmissão da nova doença e da Dengue.

Segundo o especialista, é preciso esclarecer que a Chikungunya mata muito menos que a Dengue, mesmo apresentando os mesmos sintomas – que duram entre três a dez dias. Casos com hemorragia são considerados raros.

Em relação a intensidade e o tempo das dores nas articulações, que são peculiaridades da febre, são poucos as vezes em que esses sintomas são fortes e permenacem por longo tempo. “Na experiencia dos franceses, pessoas ficam um ano [com dores articulares] e outras levam apenas alguns meses. A gente ainda não sabe o que faz essas dores permanecerem”, explicou Tauil. O uso de cortisona para tratamento da dor e durante a fisioterapia. pode ser indicado no caso desses pacientes.

Em geral, não é necessária a internação do paciente com a Nova Dengue, uma vez que deve ser tratado em casa, com medicação específica para dor e febre e observadas as recomendações dos profissionais de saúde.

No entanto, para que haja tratamento correto é necessário o diagnostico certo da doença, muito fácil de ser confundido com o da Dengue.

Prevenção – Segundo o  Ministério da Saúde a prevenção da nova doença passa por medidas simples: verificar o fechamento da caixa dágua, não deixar acumular vasilhames em quintais, desentupir calhas e colocar areia em pratos sob vasos de plantas. Ou seja, as mesmas práticas preventivas da Dengue.

Até o fim de outubro, o governo federal, em parceria com estados e municípios, deverá concluir o Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti para identificar as larvas dos mosquitos, os focos e depósitos de água onde foram encontrados.

Com informações da EBC

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.