Príncipe Charles alerta: Florestas são mais vulneráveis do que pensamos. Pierre Pichoff

16/04/2015 13h33m. Atualizado em 01/06/2015 14h30m

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Algumas das florestas mais antigas do mundo estão em um estado mais precário do que se pensava. Essa é a conclusão de pesquisa encomendada pelo príncipe Charles, publicada no jornal britânico Financial Times.
Com as novas tecnologias aplicadas pela pesquisa, tornou-se mais fácil de entender o quanto as florestas podem ajudar a afastar as alterações climáticas, de acordo com o relatório preparado para o órgão que cuida do meio ambiente do Príncipe de Gales.
“Devemos fazer nosso melhor para tomar atitudes corretas”, diz o príncipe Charles em um prefácio do relatório. “Sabemos que as florestas sÃo os pulmões do planeta, destruindo-os seria um ato de grave irresponsabilidade.”
As Florestas cobrem quase a metade da superfície terrestre do planeta, sendo mais de 7,4 bilhões de hectares, principalmente nas regiões tropicais. Embora as estimativas variem, pelo menos 2 bilhões hectares foram completamente destruídos, para dar espaço às fazendas, cidades e estradas, ou usado para fabricar papel, mobiliário e outros produtos.

Isso causa problemas já que as florestas ajudam a armazenar água e são o lar de milhões de espécies. Há também consequências para o clima, pois as árvores absorvem o dióxido de carbono que é o principal gás de efeito estufa. Derrubando e queimando-as o carbono volta para o ar e é a primeira consequência do aquecimento global.

Muitos esforços foram feitos para conter as perdas, especialmente na Amazônia, onde duras ações de repressão foram criadas no Brasil, o que impediu perdas ainda maiores durante a década passada.

Mas, globalmente, um pais do tamanho do Panamá ainda está sendo destruído a cada ano, segundo o relatório da unidade do meio ambiente do Príncipe Charles. A taxa de desmatamento continuou a aumentar no ano passado, diz o documento

Hoje, apenas 25% das florestas tropicais do mundo estão em um estado razoavelmente intactos de acordo com o relatório, que realizou a pesquisa com satélite, radar e técnicas de observação de avião.
“O desmatamento pode agora ser identificado em tempo real”, diz o ativista ambiental Tony Juniper, assessor de unidade do Príncipe.

“Isso faz com que seja possível perceber o tamanho do problema e oferece uma oportunidade para fazer algo sobre isso.”

Na Indonésia, um dos maiores locais de desmatamento global, estudos recentes apontaram que a taxa de desmatamento está diminuindo.
Uma das grandes vantagens na melhoria da tecnologia de monitoramento, de acordo com o relatório, é a visão precisa que ela oferece para medir os impactos da degradação florestal, bem como do desmatamento.

O desmatamento, ou a eliminação completa de árvores já foi reconhecido como um grande condutor de emissões de carbono há muito tempo.
Mas o impacto da degradação florestal, em outras palavras, a ação de destruir as árvores de uma floresta para a exploração madeireira, construção de estradas, incêndios ou de mineração, pode ser ainda mais significativo negativamente, diz o relatório.

Quando essa pesquisa é ligada a outras, pode-se concluir que a degradação florestal poderia ter 30 até 50% de emissões provenientes somente das florestas tropicais.
“Esta proporção é significativamente maior do que foi reconhecida há uma década, e implica uma necessidade de controlar em prioridade o desmatamento tropical, assim as emissões de gás global cairão para níveis seguros”, concluiu o relatório.

Pierre Pichoff

Formado como piloto comercial de avião, Pierre Pichoff mora em Caen, na Normandia, França. Ele é o diretor de uma empresa de turismo, a "Descobrindo a Normandia", que oferece passeios personalizados sobre a história da Segunda Guerra Mundial na Normandia, além de Paris e outros roteiros na França.

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