Lisboa – Largo das Portas do Sol, cenário perfeito; Por Clara Favilla

11/04/2015 10h15m. Atualizado em 13/04/2015 11h05m

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Sabe quando o trabalho dá uma folga? O suficiente para que se possa chegar alguma meia hora atrasados na parte da tarde, que o céu não despencará? Pois nesses dias, muitos lisboeta, que labutam nos escritórios da parte baixa da cidade, combinam de pegar o elétrico (bonde) para espairecerem em grupo no Largo Portas do Sol que por si só já é arquitetonicamente precioso. Agora imagine-o emoldurado por uma grande varanda natural debruçada sobre o Tejo. E que, nessa varanda, você pode passar um bom tempo à sombra ou ao sol, embevecido com a paisagem e nutrido de lanches leves e gostosos. Há restaurantes nas redondezas. Se preferir, escolha um com esplanada, pátio aberto para a paisagem.

O Largo das Portas do Sol, logo acima do Miradouro de Santa Luzia, é assim chamado porque dele se pode admirar nascentes e poentes perfeitos. A manhã se levantando do Tejo e a tarde nas águas do rio mergulhando. O nome invoca a porta da Cerca Moura que ali se abria. É também o fim do percurso pela Lisboa Medieval, marcado por importantes edifícios religiosos e laicos, como a Sé ou Igreja de Santa Maria Maior, a Casa de Santo António, posteriormente Paços do Concelho (Prefeitura e Câmara Municipal).

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“O largo fica sobre uma das colinas de Lisboa e é um dos pontos mais cenográficos da cidade. Daqui se vislumbram as igrejas de São Miguel, de Santo Estevão, de São Vicente de Fora, e o bairro de Alfama, um labirinto de ruas e ruelas, pátios e travessas, escadarias e desníveis que desce, de forma atribulada, até às margens do Rio Tejo. Aqui se encontra o antigo palácio dos Condes de Azurara, atualmente sede da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, onde funciona a Escola de Artes Decorativas. Nas suas salas está representado o mobiliário português e indo-português, a tapeçaria e a ourivesaria daquela época” (Portal dos Arquivos Municipais de Lisboa.).

Pode chegar ao largo a pé vindo da Baixa Lisboeta pra, já no início do passeio, passar pela Sé de Lisboa. Uma opção rápida e poética e pegar o Elétrico 12 , na Praça da Figueira. Outro bonde que chega até lá é o 28. Vão te deixar já no Café do Miradouro. Se estiver chovendo, não se amofine. Proteja-se na parte coberta do Café que fica no térreo do Museu e Escola de Artes Decorativas. Pode-se também fazer um roteiro a partir de Santa Apolônia (Estação Ferroviária) pelas ruas estreitas e escadarias de Alfama até se deparar com a vista aberta do largo Portas do Sol. Logo na entrada, a estátua imponente de São Vicente, o santo padroeiro de Lisboa. Depois, é só se maravilhar com o casario, as igrejas e as águas do Tejo.

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Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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