Convite a Padilha transforma-se em trapalhada do governo federal

07/04/2015 17h08m. Atualizado em 10/04/2015 19h19m

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A recusa do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, após o convite presidencial para ser coordenador político do Governo parece, até aqui, mais uma manobra política atrapalhada do Governo Federal.

É tão inusual que está sendo encarada com cautela no Congresso Nacional. Os parlamentares esperam mais alguns movimentos políticos para fazer previsões a respeito. Acreditam também que é inevitável a demissão de Pepe Vargas, confirmada pelo blog do jornalista Gerson Camarotti.

Após muito tempo, ouve-se pela primeira vez entre parlamentares que o erro não deve ser debitado no chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante. A culpa pela jogada errada está sendo colocada na própria presidente Dilma Rousseff e no vice-presidente, Michel Temer, muito ligado a Padilha.

Independentemente do responsável, agora é esperar pelas votações da semana e, se o governo sair derrotado, estaremos caminhando para uma crise política ainda maior, muito próximo da tal “tempestade perfeita” que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu até agora evitar.

A recusa reforça uma tese que ganha corpo no Congresso Nacional: a de que o PMDB não quer mesmo estar ligado ao Governo Dilma.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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