Convite a Padilha pode ser reviravolta importante no quadro político de Brasília

07/04/2015 09h11m. Atualizado em 07/04/2015 17h33m

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Colocar o PMDB na articulação política de Dilma Rousseff pode ser uma reviravolta importante no quadro politico de Brasília e, se concretizada, significa que o governo, embora depauperado, ainda tem munição para enfrentar a crise política e econômica.

O convite ao atual ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, pegou o PMDB de surpresa e é um movimento ainda não digerido pelo partido, segundo apurou o blog.

Hoje é um dia de decisões importantes no Congresso Nacional e será, então, possível avaliar a aceitação da ideia, nascida originalmente de um movimento do ex-presidente Lula que tem pressionado por mudanças na articulação política e pela substituição do atual chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante.

O convite a Padilha significa dois pontos: Lula mais uma vez fez prevalecer as suas teses e Dilma cedeu. O articulador politico do Governo, Pepe Vargas, não tem telefonemas atendidos por Eduardo Cunha, presidente da Câmara.

O atual Conselho Político tem uma constelação de nomes experientes, mas não é operacional. Não existe liderança do Governo no Senado. Não existe interlocução à altura da crise econômica e política entre o Governo e o Congresso. O único que consegue ser ouvido é o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pela óbvia razão de que é a âncora do executivo em crise.

Esta terça-feira poderá fornecer indícios de como anda a digestão do convite a Padilha (convite que Michel Temer tentou consolidar nesta segunda (6) à noite em demorado jantar no Palácio do Jaburú). Lá estiveram Renan e Eduardo Cunha.

Hoje teremos a votação do projeto de lei que regulamenta a terceirização, onde o Governo tende a ser derrotado.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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