EUA e Irã fecham acordo para monitorar programa nuclear iraniano. Destaque dos jornais desta sexta (3)

03/04/2015 09h01m. Atualizado em 04/04/2015 09h58m

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Vitória da diplomacia ou pacto histórico. Assim é tratada a notícia anunciada de que “EUA e Irã dão primeiro passo para paz em 35 anos”, como diz a manchete do Globo nesta sexta-feira (3). No Estado de S. Paulo, a manchete é “Irã aceita acordo que prevê inspeção nuclear e fim das sanções”.

A negociação entre os Estados Unidos demorou 18 meses e é a primeira feita diretamente entre os grandes países e o Irã desde o início do governo dominado pelos aiatolás. Potencias internacionais e Irã anunciaram que o país persa aceita um rigoroso monitoramento do seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções.

O acordo de Lausanne, ainda que preliminar, pode pôr fim às sanções e “ser o maior legado do governo Barack Obama”, como avalia o Estadão. O acordo tem como objetivo controlar o enriquecimento do urânio no Irã e assim impedir que o país consiga fabricar bombas nucleares.

A Folha de S.Paulo conta, na manchete, que “Investigação aponta tabela de preços em fraude contra o risco”. Baseia sua informação em relatório enviado à Justiça sobre o esquema de fraudes do CARF, o conselho que julga os recursos das empresas contra as multas que recebem dos fiscais da Receita.

Lobistas e conselheiros cobravam de R$ 30 mil a R$ 500 mil em troca de ações favoráveis. Cada etapa do processo, aceitação do recurso, levar o recurso e a julgamento e assim por diante, tinha um preço.

Outra notícia em grande destaque em todos os jornais é a morte do filho do governador Geraldo Alckmin na queda de um helicóptero na noite de quinta-feira em Carapicuíba. Thomaz, o filho mais novo do governador, tinha dois filhos.

Um ataque contra cristãos numa faculdade no Quênia, por quatro atiradores da milícia islâmica Al Shabaab deixou 147 mortos e 79 feridos. Os radicais são ligados à Al Qaeda.

“Firmas no exterior pagaram cerca de R$ 10 milhões a Dirceu” diz a Folha. O ex-ministro recebeu de Carlos Slim e Telefónica. José Dirceu afirma que os pagamentos foram declarados à Receita.

Segundo a Folha, “Cade investiga cartel em remédio”. Segundo o Estado, “Levy eleva PIS e Cofins para 80 mil empresas” com o objetivo de arrecadar R$ 2,7 bilhões.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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