Contas públicas no vermelho; Destaque nos jornais de quarta (1)

01/04/2015 07h30m. Atualizado em 02/04/2015 07h58m

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“Contas do governo têm maior rombo desde 1997” — diz a manchete de O Globo nesta quarta-feira (1). Este foi assunto de destaque na maioria dos jornais. O déficit primário, o que não conta os gastos do governo com o pagamento de suas dívidas, chegou a R$ 7,4 bilhões.

Analistas já temem pelo não cumprimento da meta fiscal. Entre os itens que tiveram aumento forte, estão as despesas com seguro desemprego e abono salarial.

O Valor Econômico diz que “Fim das ‘pedaladas’ eleva déficit fiscal de fevereiro”. Pedaladas fiscais eram as manobras feitas pela equipe econômica anterior de jogar despesas para os meses seguintes para assim conseguir fazer o número ficar melhor.

O novo secretário da Receita, Marcelo Saintive, disse que isso não será mais feito. O TCU, segundo informa o Valor, vai ouvir os autores da “criatividade contábil” que nos últimos anos produziu muita distorção nos números das contas públicas. Entre os convocados para serem ouvidos, estão o ex-ministro Guido Mantega e o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin.

O atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, passou sete horas falando na Comissão de Assuntos Econômicos nesta terça-feira (31) sobre a necessidade de ajuste fiscal.

À tarde, a votação da lei que obriga o governo a calcular a dívida de estados e municípios com novo indexador em 30 dias foi adiada, como adiantou o blog o ontem de manhã. Alguns jornais disseram que foi um simples adiamento. Outros, que houve acordo. “Levy faz acordo e Senado adia votação das dívidas”, diz o Estado de S. Paulo. Segundo o jornal, o acordo teria sido negociado pelos senadores Delcídio Amaral e Romero Jucá. O parlamento continua, no entanto, mostrando não estar interessado em acordo.

A Folha de S. Paulo registra em manchete que “Sabesp quer alta na conta de água acima do autorizado”. E o autorizado foi nada menos que 13,8%.

Outros destaques dos jornais: a Câmara deu aval na Comissão de Constituição e Justiça à redução da maioridade penal; O doleiro Alberto Yousseff disse que pagou propina na porta do PT em São Paulo e mais uma vez o tesoureiro João Vaccari Neto foi citado; A presidente Dilma fez uma forte defesa da liberdade de imprensa ao dar posse ao novo ministro da Comunicação, Edinho Silva, que foi seu tesoureiro na campanha de 2014; A OAS entrou com pedido de recuperação judicial; O Banco Safra teria oferecido R$ 28 milhões de propina no CARF, o conselho da Receita que julga as multas às empresas.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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