Dilma coloca panos quentes na ferida e declaração de Levy perde força

30/03/2015 09h33m. Atualizado em 01/04/2015 00h13m

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A declaração do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já se perde no pouco interesse dos jornais pelo desdobramento dela. Embora irritada, a presidente Dilma Rousseff preferiu não dar prosseguimento ao assunto e orientou no sentido de colocar panos quentes na ferida.

Amanhã, no Congresso Nacional, Joaquim Levy deve falar sobre o tema. Todavia o Planalto e o Ministério da Fazenda agiram no sentido de esvaziar a manchete da Folha de domingo. Não deram declarações e Levy colocou no site da Fazenda o audio da declaração em inglês, que deu numa reunião fechada.

Fora isto, Levy enviou à Folha uma versão pessoal: “Aqueles que têm a honra de encontrar-se ministro sabem que a orientação da política do governo é genuína, reconhecem que o cumprimento de seus deveres exige ações difíceis, inclusive da excelentíssima senhora presidente Dilma Rousseff, e eles têm a humildade de reconhecer que nem todas as medidas tomadas têm a efetividade esperada”.

Esta crise não existe mais.

O Congresso Nacional versus o Governo Dilma, porém, continua entre os assuntos que são notícias. Amanhã, dia 31, acaba o prazo dado pelo PMDB para o Governo Federal apresentar uma contraproposta para a regulamentação do indexador da dívida dos Estados e Municípios. É a próxima pauta da crise.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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