Levy critica Dilma; Governo “venderá” a folha de funcionários; Nos jornais de domingo (29)

29/03/2015 09h16m. Atualizado em 30/03/2015 09h19m

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A Folha de S. Paulo traz a notícia de uma crítica que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez à presidente Dilma numa conversa, a portas fechadas, em inglês, com ex-alunos da Universidade de Chicago. Levy disse que “Dilma é genuína mas nem sempre efetiva”. Segundo a reportarem, Levy defende que ela nem sempre faz as coisas da forma mais simples. O ministro disse que a frase foi tirada do contexto e soltou uma nota se explicando.

O jornal o Globo fala do esforço do governo no aperto do cinto para ter mais receitas e menos despesas. “Governo venderá imóveis e folha dos servidores”. Os imóveis com manutenção mais cara serão vendidos, os alugueis mais caros serão renegociados. A folha salarial dos 1,2 milhão de funcionários que recebem R$ 139,9 bilhões por ano sempre foi um dinheiro administrado pelo Banco do Brasil que não paga nada pelo privilégio de movimentar esse dinheiro. Agora o governo pretende vender para o banco que pagar mais a oportunidade de pagar os funcionários.

Há o jornal Estado de S. Paulo abre o noticiário com uma contabilidade sobre doações aos partidos políticos: “Alvos da Lava Jato respondem por 40% das doações a partidos”. As empreiteiras e empresas investigadas doaram para vários partidos, principalmente para o PT, PMDB e PSDB. O PT recebeu a maior parte: R$ 321 milhões em sete anos.

O Globo traz uma entrevista com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na qual ele diz que “a gente (o PMDB) finge que está no governo e eles também”. Cunha disse que o governo passa por uma paralisia de não ter o que fazer e acusa o governo de seguir a opção de enfraquecer os partidos aliados. Ele disse que a relação do partido com o governo é muito ruim.

No noticiário sobre contas no banco HSBC na Suíça, o Globo informa que um único delegado da Polícia Civil de São Paulo tinha depositado em US$ 194 milhões.

O Estado de S. Paulo publicou um levantamento feito pelo economista Mansueto de Almeida com a conclusão de que 85% dos custos do ajuste que o governo está fazendo serão pagos pela população. O valor é de R$ 45 bilhões. Apenas R$ 7 bilhões serão cortados da máquina pública.

O Nordeste perdeu o ritmo de crescimento apesar de ser definido como o Estado chinês e está em crise.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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