PMDB mostra que governabilidade de Dilma é frágil

25/03/2015 11h29m. Atualizado em 27/03/2015 19h42m

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Um dia depois da manutenção da nota do Brasil pela agência de risco Standard&Poors, o PMDB, principal partido da base aliada, mostra que governabilidade de Dilma Rousseff é frágil.

A derrota imposta pela Câmara dos Deputados e pelo PMDB revela que ou Dilma se deixa tutelar pelo partido de Renan Calheiros e Eduardo Cunha, ou a crise política vai piorar.

A regulamentação da Lei que reduz a dívida dos Estados e Municípios ainda precisa passar pelo Senado, mas as declarações de Renan sobre o ajuste fiscal – “não passa do jeito que está” — dificulta a vida do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Prefeito do Rio, Eduardo Paes enfrentou Levy em um jantar no Palácio do Jaburu e disse que quem tem voto é ele. Paes é um dos líderes do questionamento ao Governo Dilma na questão da dívida dos Estados e Municípios. Já Levy, âncora do Governo, teve de ouvir calado o ataque de Paes e saiu mais cedo do jantar.

É um jogo de xadrez onde o PMDB quer maior participação no Governo Federal e Dilma precisa do ajuste fiscal que o PMDB não quer avalizar – do modo como foi proposto. Enquanto isto, as investigações da Lava Jato avançam e o dia 12 de abril, onde outras manifestações estão previstas, se aproxima.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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