Funcionários dos Correios pagarão rombo do Fundo; Metade dos políticos investigados já está sendo processado. Nos jornais de segunda (23)

23/03/2015 07h37m. Atualizado em 24/03/2015 07h42m

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Os jornais da segunda-feira (23) trazem, em geral, desdobramentos das várias crises que atingem o país. O Estado de S. Paulo conta na manchete, como a crise que atingiu a Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, chegou aos aposentados e servidores do órgão. “Funcionários pagam rombo do fundo dos Correios”. O Conselho do Postalis decidiu impor a quem trabalha nos Correios ou aos aposentados uma contribuição equivalente a 26% dos salários. Os trabalhadores protestam com o argumento de que o rombo de R$ 5,6 bilhões é fruto de investimentos mal feitos e de uma dívida de R$ 1,1 bilhão que os Correios têm com o Fundo.

O Globo fez um levantamento entre os 50 nomes levados ao Superior Tribunal Federal investigados na Operação Lava Jato e concluiu que “Metade dos investigados já é alvo de ações”.

A Folha optou por uma manchete local: “Roubo sobe mais na periferia de SP, que tem rotina afetada”. Revela que mulheres na periferia são escoltadas até o ponto de ônibus e lojistas têm que dar caixinha para ladrão. A periferia é menos policiada.

O Valor Econômico abriu o noticiário com a manchete: “Desvalorização do real reanima exportadores”. A reportagem ouviu empresas e especialistas que informam que os produtos brasileiros ficaram mais competitivos com o câmbio a R$ 3,00. O problema agora seria, segundo a Associação dos Exportadores, haver demanda no exterior para produtos brasileiros.

O Globo continua sua série sobre o SwissLeaks e informa que tinham conta no HSBC da Suiça “atores, músicos e cineastas”. A maioria dos citados, ouvida pelo jornal, nega ter conta. Algumas não têm depósito algum. O jornal do Rio informa também que “Em crise, a indústria naval demite quase 5 mil no Rio”.

O Estado informa que o ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, foi afastado da negociação com o Congresso. Outra notícia em destaque: o brasileiro Roberto Azevedo, diretor da Organização Mundial do Comércio, teve seus e.mails espionados pelo governo da Nova Zelândia que tinha candidato ao posto que ele acabou conquistando.

Segundo a Folha, “Lava Jato apura elo entre desvios e doação eleitoral”. Em outro destaque, informa que “Empresa alemã investiga propina na Copa do Brasil”. A Bilfinger investiga denúncias de que foram pagas propinas para estatais e funcionários públicos brasileiros.

O Valor diz que o ex-presidente Lula tem aconselhado a presidente Dilma a dar posição de destaque ao vice-presidente Michel Temer. Informa ainda que o Ministério da Fazenda é contra estender os aposentados com mais de um salário mínimo — o mesmo sistema de reajuste do mínimo que prevê ganho acima da inflação. Isso iria aumentar muito o custo da previdência, dizem os técnicos da Fazenda.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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