Crise política ganha tons de agonia crônica

20/03/2015 09h49m. Atualizado em 23/03/2015 09h55m

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A crise política ganhou tons de agonia crônica, sem uma resposta à altura do Governo Dilma Rousseff até o momento.

O ponto mais recente da sequência desastrosa de eventos dos últimos dias foi a negativa da presidente Dilma sobre a existência de uma reforma ministerial que fortaleça o PMDB, passando a garantir a governabilidade da própria Dilma. A fala foi mal recebida pelo mercado e pelos formadores de opinião.

Ao negar a reforma ministerial, Dilma também irritou aliados importantes, como o próprio ex-presidente Lula. Já foi dito aqui, mas repito: sem uma base sólida no Congresso, o temor em relação ao fracasso do ajuste fiscal voltará a aumentar.

Já a possibilidade de rebaixamento da nota do Brasil por mais uma agência de risco cresce e o Ministério da Fazenda — incluindo o chefe da pasta, Joaquim Levy — voltou a fazer uma espécie de catequese para dizer que país está numa situação limítrofe.

O temor de perda de grau de investimento mais para o futuro – que ainda não está em discussão pelas agências de risco – tem assombrado o mercado. Ela poderá levar o Brasil à tempestade perfeita… uma crise de proporções inéditas.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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