Onda de notícias ruins ofusca anúncio de medidas de combate à corrupção

19/03/2015 09h17m. Atualizado em 21/03/2015 13h31m

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A nova denúncia da Folha de S.Paulo na qual o empresário Cristiano Kok, presidente do conselho de administração da empreiteira Engevix, admite ter pago R$ 10 milhões em propina para fechar contratos com a Petrobras, continua a esquentar noticiário sobre escândalos de corrupção.

Já as confusões políticas, com a demissão do agora ex-ministro da Educação Cid Gomes, somado ao vazamento de documento interno do Palácio do Planalto sobre “caos político”, têm formado uma onda de notícias ruins que acabou por ofuscar o anúncio de medidas de combate à corrupção.

A impressão em Brasília é de que a capacidade do Governo Federal de gerar respostas, ou fatos positivos, praticamente se esgotou apenas três meses após a posse de Dilma Rousseff para o seu segundo mandato.

O ajuste fiscal, necessário e imediato para evitar perda do grau de investimento, continua tendo dificuldade de ser colocado em prática em meio ao vespeiro político que tornou-se a “aliança” PT-PMDB.

Nesse cenário, denúncias do Ministério Público Federal contra políticos envolvidos na Lava Jato começarão acontecer no mais tardar em três semanas. O blog apurou que elas serão fragmentadas, mantendo o noticiário negativo por mais tempo.

No mais: a reforma ministerial parece que apenas servirá para mostrar que o PMDB estará mesmo tutelando o segundo Governo Dilma. É esta a resposta que as ruas esperam?

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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