Manifestações pró Dilma são contra política econômica; dólar vai a R$ 3,25. Destaque dos jornais de sábado (14)

14/03/2015 09h44m. Atualizado em 15/03/2015 09h04m

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A manchete dos três maiores jornais do país neste sábado (14) é a manifestação do PT, CUT e MST em favor do governo Dilma. A contradição é: eles criticaram as decisões da política econômica nos discursos e cartazes. João Pedro Stédile disse que Joaquim Levy é um “infiltrado”. Um dos cartazes, fotografado pela Folha de S. Paulo, diz : “Dilma, isso é traição. Abaixo as MPs 664 e 665”.

Houve divergência sobre o número de manifestantes. Em São Paulo a Polícia Militar falou em 12 mil e os organizadores em 100 mil. O Datafolha calculou 41 mil pessoas.

“Atos defendem Dilma, mas criticam governo” é a manchete da Folha. O Globo diz que “Manifestantes pró-Dilma vão às ruas em 24 estados”. O Globo mostra a foto de um imigrante da Guiné Ismael Baldé, que não fala português, e que foi ao ato para receber os R$ 30,00 pagos pela CUT. A manchete do Estado foi: “CUT, UNE e MST fazem atos pró-Dilma em 24 Estados”. No protesto, Stédile desafiou Dilma a “sair do palácio” e “ouvir o povo” -- isso quando criticava a política econômica.

Outro destaque foi a disparada do dólar que, no ano, já subiu 22% e nesta sexta fechou em R$ 3,25. O dólar no cartão pré pago para turistas chegou a R$ 3,72. O que faz subir o dólar são as crises internas, política e econômica, e o fortalecimento da economia americana.

Segundo a Folha, o ministro Ricardo Berzoini criticou a comunicação do governo tanto na questão do ajuste fiscal quanto nos desafios políticos. As pessoas gostam “de ouvir a verdade”, disse ele.

O Globo, na sua série sobre contas na Suíça, o “SwissLeaks”, informa que empresários da mídia e jornalistas estão na lista dos 8.667 correntistas do HSBC de Genebra.

O Globo informa também que Lula e Dilma se desentenderam em reunião recente, numa discussão ríspida sobre alternativas para controlar a crise política.

O Papa Francisco disse que seu papado será breve. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chamou de “vilania” as críticas que recebeu dos deputados e disse que o escândalo da Petrobras é “o maior esquema de corrupção já revelado no país”.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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