Crise parece não atingir nunca o fundo do poço. E águas podem ficar mais turvas domingo

11/03/2015 08h52m. Atualizado em 11/03/2015 16h02m

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Um fundo do poço bastante instável — e que pode ficar pior. O retrato atual da crise é de que ela não parece ter fim, como mostram os jornais desta quarta (11).

A popularidade da Presidente Dilma cai de maneira inédita, segundo o colunista do O Globo, Merval Pereira, e a comunicação do governo ainda não conseguiu encontrar um caminho de volta.

O depoimento do delator Barusco coloca R$ 300 mil na campanha da Dilma e reposiciona a discussão da legalidade do mandato e do impeachment, apesar de tratar-se de corrupção na gestão anterior.

Barusco enfraqueceu e inviabilizou também o discurso do PT de igualar a corrupção feita na Petrobras nos anos Lula e Dilma com os eventuais desvios na Era Fernando Henrique Cardoso.

Para o Governo, o recuo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy (foto), na correção da nova tabela Imposto de renda é bom sinal de diálogo, mas péssima demonstração de dificuldade no tão necessário ajuste fiscal.

Se o profundo fundo do poço é a fotografia atual, ele pode piorar ainda mais. As águas tendem a ficar mais turvas no próximo domingo.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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