Jogo do aperta-afrouxa político aumenta com a crise

10/03/2015 10h04m. Atualizado em 11/03/2015 16h02m

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Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, tendem a amenizar com Dilma Rousseff, mas vão continuar a radicalizar contra o PT.

O Imposto de Renda pode não ser votado se conversas marcadas para hoje avançarem. O blog apurou que Renan ainda não decidiu se vai colocar o veto de Dilma em votação e uma nova proposta de correção da tabela do Imposto de Renda está sendo negociada.

Isto pode significar um recuo do ministro da fazenda Joaquim Levy? É preciso ver o texto da nova proposta.

Já a temperatura política em Brasília pode diminuir com as conversas em busca de um acordão após a divulgação da lista de políticos acusados de envolvimento na Lava Jato. Ela pode diminuir, mas voltar a aumentar dependendo de domingo.

É o conhecido jogo do aperta-afrouxa. As relações Legislativo-Executivo vão oscilar todo o tempo entre a distensão e a tensão. Se a manifestação for grande, a base política pode voltar a se agitar.

Outra informação importante, que deverá influenciar decisões em Brasília, é a de que cresce no meio político a impressão de que a investigação da Lava Jato é frágil. O boato está sendo alimentado pelos advogados que atuam na capital. Todavia, há um consenso de que politicamente ficou ruim para todos.

A impressão sobre a fragilidade dos inquéritos é outro fator que pode ajudar a diminuir a temperatura política.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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