Luz sobe 53% para a indústria. Violência de torcidas fica impune. Empresas se protegem contra alta do dólar. Nos jornais de quarta (18)

18/02/2015 06h27m. Atualizado em 19/02/2015 07h18m

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“Conta de luz na indústria deve subir 53% em março” informa em manchete o Estado de S.Paulo nesta quarta-feira (18). Além dos aumentos normais, as indústrias do Sudeste terão que pagar encargos extras como os subsídios a programas sociais e o uso intensivo das termoelétricas. No fim de 2012, elas tiveram uma queda de 20% que já foi anulada. Agora enfrentam um tarifaço. Estão estudando entrar na Justiça contra alguns desses encargos.

O Globo dá como manchete o estandarte de ouro para a Imperatriz Leopoldinense. Informa também, na área de energia, que a linha de transmissão das usinas do Rio Madeira custou R$ 4,9 bilhões. Mesmo ainda não transmitindo energia, já pesa no bolso do consumidor. Estão sendo transferidos para a conta de luz dos consumidores R$ 400 milhões por ano desta linha. O título é: “Consumidor paga por linha não inaugurada”.

A manchete da Folha é “Impunidade é regra em brigas de torcidas em SP”. Em dez anos, 11 pessoas morreram em briga de torcidas, e ninguém foi punido. Em geral os agressores são liberados após assinar um mero documento. Hoje, Corinthians e São Paulo se enfrentam no Itaquerão na Copa Libertadores. Segundo a Folha “Inflação deve conter criação de vagas na área de serviços”. O setor puxou a economia ao absorver pessoas demitidas da indústria. Todavia, em 2014 caiu a geração de empregos nos serviços por causa da alta dos preços.

O Valor Econômico informa em manchete que a “Escalada do dólar provoca corrida à proteção cambial”. As empresas têm procurado fazer o hedge, um seguro contra a alta do dólar. O aumento foi de 40%, segundo o jornal. No caso Petrobras, o Valor informa que a britânica “BG vê sinal de comissão paga a funcionários da Petrobras”. A portuguesa Galp, sócia da estatal brasileira em blocos de exploração, considera que o escândalo é uma “tragédia para a reputação da Petrobras”. Já no O Globo, reportagem mostra investidores nos Estados Unidos movendo ações contra a Petrobras que já somam US$ 528 milhões, alegando prejuízos com a corrupção.

Outro destaque dos jornais é a continuação do debate sobre o encontro do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com os advogados dos investigados na Operação Lava Jato. O ministro disse que essa é uma crítica “típica da ditadura”, informa a Folha. Já o Globo diz que o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa voltou a criticar o encontro. Ele que já havia pedido demissão do ministro da Justiça, desta vez centrou fogo nos advogados que usam a política para resolver questões judiciais. “Eles buscam corromper” a Justiça, avaliou. O Valor informa também que as operadoras e seguradoras de saúde vão pedir 18% de reajuste para os planos corporativos.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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