Atentados na Dinamarca. Multis reclamam do Brasil. Dinheiro ganha o Carnaval. Nos jornais de domingo (15)

15/02/2015 07h53m. Atualizado em 16/02/2015 08h49m

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Os dois atentados na Dinamarca foram a manchete do Estado de S.Paulo e estão nas primeiras páginas dos outros jornais. Em um deles, um homem abriu fogo num café onde se realizava um evento de solidariedade à revista Charlie Hebdo matando uma pessoa e ferindo três. O evento fora organizado por um chargista sueco Lars Vilks, que já havia sido ameaçado de morte por ter feito uma sátira de Maomé. Desde 2010, tem proteção policial. O atirador fugiu. No outro os tiros foram contra uma Sinagoga também em Copenhague.

Em manchete, a Folha traz levantamento feito com empresas multinacionais que fizeram apresentação às matrizes sobre situação econômica brasileira. Ao todo, 85 fizeram referência ao Brasil, e 54 reclamaram da situação econômica que está reduzindo seus resultados. A crise da Petrobras afeta fornecedores de equipamentos da indústria de óleo e gás e um fabricante de sondas diz não estar recebendo dos estaleiros. As medidas econômicas baixaram a confiança das empresas que atuam no mercado de consumo.

O Globo traz o carnaval na manchete. Segundo um levantamento feito pelo Núcleo de Jornalismo de Dados, após analisar 4 mil notas de jurados, nos últimos 11 anos, o que dá a vitória às escolas é o quesito alegorias e adereços. É justamente o que mais dinheiro exige das escolas.

Outros destaques das primeiras páginas: o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli defende indicação política para a empresa; O fundo Postalis, dos funcionários dos Correios, cometeu fraudes – usou até liquid paper e corte e cola digital para fraudar títulos – que causaram perdas de R$ 68 milhões e é investigado pela SEC; O gasto do governo com o Fies subiu para 13 bilhões, mas caiu o número de alunos; Executivos de empreiteiras negociam acordo de delação premiada.

Por fim, o carnaval de blocos tem satirizado os escândalos da Petrobras.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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