Nona fase da operação Lava Jato leva Vaccari para depor na PF

05/02/2015 11h10m. Atualizado em 05/02/2015 19h02m

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Deflagrada nesta quinta-feira (5), a nona fase da Operação Lava Jato, apelidada de My Way, colocou nas ruas 200 policiais federais e 25 agentes da Receita Federal em quatro cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina.
Entre os 62 mandados judiciais cumpridos nesta manhã, os mais importantes são a condução coercitiva e busca e apreensão na casa do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, suspeito pela Polícia Federal de operar em desvios de contratos da diretoria de Serviços da Petrobras.
A condução obriga o depoente a ir até a PF. Segundo apurou o blog, documentos apreendidos em fases anteriores trouxeram pistas de que havia um esquema de “cartas marcadas” na área de serviços da estatal, onde tramitam todos os procedimentos de licitações e contratações.
Vaccari foi apontado por um dos muitos delatores da Lava Jato — Pedro Barusco, ex-gerente-executivo da área — de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas para fechar contratos na estatal. O petista nega as acusações.
Barusco trabalhava com Renato Duque, o ex-diretor de Serviços da petroleira. Duque foi indicado pelo PT ao cargo e é alvo da Lava Jato.
Empresas apelidadas por Barusco de “núcleo duro” em suposto esquema de cartel existente na estatal também estão entre os alvos desta manhã. Juntas, elas fecharam mais de 60 contratos com a Petrobras.
Oficialmente a PF afirma, em nota, que “esta fase é fruto da análise de documentos e contratos apreendidos anteriormente pela PF”. “Também contribuíram para esta nova etapa da operação as informações oriundas da colaboração de um dos investigados, além da denúncia apresentada por uma ex-funcionária de uma das empresas investigadas”.
Os crimes investigados são: fraude a licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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