Graça Foster cai com toda a diretoria e governo procura nomes no mercado. Manchetes dos jornais desta quarta (4)

04/02/2015 06h29m. Atualizado em 04/02/2015 10h06m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

Todos os jornais dão como manchete a demissão da presidente da Petrobras, Graça Foster, e de toda a diretoria. “Dilma decide tirar Graça e toda a diretoria da Petrobras” diz o Globo, informando que ela permanecerá até a divulgação do balanço auditado. O motivo da queda foi a divulgação de que houve perdas de R$ 88 bilhões na estatal.

A Fitch rebaixou a nota da estatal, seguindo a Moodys, mas a ação subiu 15%. “Dilma acerta saída de Graça e da diretoria da Petrobras” é o título do Estado de S.Paulo. “Dilma decide que cúpula da Petrobras sai até o fim do mês” é o título da Folha de S.Paulo.

O jornal Valor Econômico abre o noticiário afirmando que “Dilma escala Levy para desatar nó da Petrobras”. Informa que o ministro da Fazenda vai ajudar a procurar nomes no mercado para dirigir a companhia. Roger Agnelli, que foi da Vale, Nildemar Secches, que dirigiu a Perdigão, Rodolfo Landim, que já foi da Petrobras, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, Murilo Ferreira, atual presidente da Vale, estão nas especulações dos jornais. Mas nenhuma publicação aposta em um nome específico.

O aumento de preço por causa do uso do sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz será de 26%, informam os jornais. O Estadão conta que, somando este aumento com todos os outros já previstos, inclusive o reajuste anual, a energia pode subir 60% em 2015.

Outras notícias em destaque: no STF começam a tramitar 42 investigações sobre políticos supostamente envolvidos com a Operação Lava Jato. Na Argentina: foi encontrado no lixo do promotor assassinado, Alberto Nizman, rascunho de uma ordem de prisão da presidente Cristina Kirchner por encobrir responsáveis por atentado a uma instituição judaica em 1994. O Estado Islâmico queimou vivo um piloto jordaniano, refém do grupo ultra-radical, e vídeo com ele sendo imolado em uma jaula foi divulgado. Como represália, a Jordânia executou uma jihadista, militante do Estado Islâmico, que seria trocada pelo piloto.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.