Vitória de Eduardo Cunha representa constrangimento para presidente Dilma

01/02/2015 23h31m. Atualizado em 03/02/2015 11h32m

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A eleição do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para presidente da Câmara dos Deputados neste domingo (1) representa não apenas um constrangimento para a presidente da República, Dilma Rousseff, no início do seu segundo mandato, mas demonstra o amadorismo do PT.
Em um ano que promete ser impopular, com ajustes fiscais e aumento de contas de energia, o Palácio do Planalto sai derrotado e terá que passar os próximos dois anos negociando com um desafeto.
Cunha foi eleito com 267 votos e reafirmou, em seu primeiro discurso, que manterá a “independência” em relação ao governo federal. O deputado carioca venceu Arlindo Chinaglia (PT), que recebeu 136 votos, além de Júlio Delgado (PSB) e Chico Alencar (PSOL).
O PT, partido da presidente Dilma, não soube conduzir o processo. O posto de presidente da Câmara é importantíssimo para definir os projetos que irão a votação ou não — o que interessa e não interessa o governo federal. Com a vitória, Cunha terá nas mãos esse poder e jogará com ele o máximo que puder.
No Senado, Renan Calheiros foi reeleito por 49 votos de 81 para mais dois anos à frente do cargo mais alto do Legislativo. Ele venceu o colega de partido Luiz Henrique (PMDB-SC), que se lançou na disputa sem apoio do PMDB. Assim como Cunha, Renan presidirá uma Casa do parlamento em 2015 e 2016

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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