Cientistas australianos descobrem tratamento para curar alergia ao amendoim

30/01/2015 18h16m. Atualizado em 01/02/2015 10h26m

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O Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, na Austrália, divulgou nesta semana um comunicado com boas notícias para as pessoas que têm alergia a amendoim. Os cientistas escolheram 60 crianças e administraram a cada uma delas uma espécie particular de probiótico, chamada de lactobacillus rhamnosus. Ele foi aplicado junto com a proteína do amendoim durante um período de 18 meses, para analisar se as crianças se tornariam mais tolerantes ao alimento.

O objetivo dos pesquisadores era reprogramar a resposta do organismo ao amendoim e, de acordo com os dados divulgados, a investigação teve resultados animadores. Mais de 80% das crianças que tinham alergia a amendoim foram capazes de consumir o alimento normalmente depois da administração do probiótico. Uma esperança para curar alergia ao amendoim.

Para o chefe da pesquisa, Mimi Tang, “a probabilidade de sucesso é alta”. “Se nove crianças receberem terapia probiótica e amendoim, sete serão beneficiadas. Parece que temos sido capazes de modificar a resposta alérgica ao amendoim de modo que o sistema imune produza respostas de proteção em vez de dar respostas nocivas para a proteína de amendoim”. O próximo passo dos cientistas é confirmar se o tratamento mantém os efeitos a longo prazo para os doentes. Se for bem sucedido, o método poderá ser usado para tratar a alergia a outros alimentos.

A alergia alimentar é uma reação indesejável do corpo após a ingestão de determinados alimentos. Também chamada de hipersensibilidade alimentar, a reação sempre envolve um mecanismo imunológico e se expressa por meio de sintomas variados.

Os principais são urticária, vômitos, inchaço e diarreia. Em alguns casos, a alergia leva o corpo a uma reação anafilática que, se não for tratada de imediato, pode matar o paciente. Para quem tem parentes próximos com a alergia a amendoim, como este blogueiro, a notícia é excelente para terminar a semana.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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