Reunião ministerial, falta de água em SP e Petrobras confusa sobre como medir a corrupção. Destaques desta quarta (28)

28/01/2015 06h24m. Atualizado em 29/01/2015 06h41m

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A primeira reunião ministerial do novo governo Dilma foi destaque nos jornais, mas com ângulos diferentes. “Dilma quer punir pessoas e preservar empreiteiras” é a manchete do Globo. No discurso ela disse que “punir e ser capaz de combater a corrupção não pode significar a destruição de empresas privadas”. A Polícia Federal abriu inquérito contra mais dez empresas do escândalo Petrobras, entre elas a Andrade Gutierrez.

O Estado de S.Paulo fez a manchete pela economia. “Dilma defende medidas “corretivas” na economia. O jornal diz ainda que o governo superestima o que vai economizar com mudanças no seguro desemprego ao mesmo tempo em que já negocia a mudança da medida que fez para reduzir o tempo de acesso ao benefício. O Valor diz que “Dilma defende as medidas de ajuste fiscal”. É o segundo título mais forte do jornal. Mas informa também que o “Seguro desemprego será revisado”. A MP estabelecia 18 meses como tempo mínimo no trabalho para ter direito ao seguro, mas o governo está negociando redução do prazo com as centrais.

A Folha fala da reunião ministerial em título menor: “Dilma afirma que pacote não muda promessa de campanha”. A manchete o jornal reserva para a crise da água, com a informação que está também em outros jornais. “Rodízio em SP pode chegar a 5 dias sem água por semana”. O diretor da Sabesp, Paulo Massato, afirmou que um rodízio “drástico” e “pesado” é a última tentativa de evitar o colapso do sistema Cantareira.

Notícia com destaque em todos os jornais é a longa reunião de 12 horas do conselho de administração da Petrobras que não conseguiu fechar o balanço porque não houve consenso sobre o tamanho da perda com a corrupção que os demonstrativos contábeis do terceiro trimestre mostrariam. A Petrobras vai consultar o órgão que controla as bolsas americanas, a SEC, sobre como deve medir os efeitos dos desvios na companhia. Justiça já bloqueou R$ 118 milhões no Lava-Jato, informam os jornais.

O Estado informa que a “Odebrecht sugeriu abrir conta na Suíça”. A notícia é sobre o que o ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa teria dito em relação a forma como foram pagas propinas de US$ 23 milhões. O Valor informa ainda que o Brasil vai pedir Petróleo ao governo da Venezuela como garantia às exportações brasileiras para lá. O país está devendo bilhões às empresas brasileiras e está ficando sem reservas cambiais.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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