Luiz Henrique e Antonio Carlos Valadares podem concorrer contra Renan Calheiros no Senado

27/01/2015 19h07m. Atualizado em 27/01/2015 19h39m

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O discreto senador Luiz Henrique (PMDB-SC) anunciou nesta terça-feira (27) que vai concorrer à presidência do Senado para o biênio 2015-2016. A eleição é secreta e ocorre após a posse dos senadores eleitos em 2014, no dia 1.o de fevereiro, domingo. Luiz Henrique ironizou o fato de Renan Calheiros, provável candidato à reeleição, ainda não ter se pronunciando publicamente sobre sua candidatura e disse que iria procurá-lo para “pedir o voto dele”.
Luiz Henrique se considera do grupo independente do PMDB, a ponto de oferecer sua candidatura sem esperar a escolha oficial do partido, que ainda será decidida em reunião a ser convocada pelo líder no Senado, Eunício Oliveira (CE). Em princípio, os senadores peemedebistas se reuniriam apenas no sábado (31), mas, com o anúncio de Luiz Henrique, o jogo muda, e o partido deve antecipar sua candidatura oficial.
Já o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) declarou à imprensa, na segunda (26), que poderia concorrer ao cargo contra Renan. Nesta terça (27), Valadares contou ao Broadcast Político do Estadão que recebeu um telefonema de Renan. Valadares contou que, pela primeira vez, Renan assumiu que pode ser candidato, mas ressalvou que precisa do apoio do partido. O PSB deve se reunir na noite desta terça (27) para decidir se vai ou não lançar a candidatura de Valadares.
O que Renan não contava é que poderia enfrentar um nome do próprio PMDB. O PMDB é conhecido por se unir contra inimigos externos, a despeito de suas brigas internas. Por exemplo, na sucessão da Câmara, mesmo com a falta de sintonia de Eduardo Cunha com o vice-presidente, Michel Temer, o partido juntou suas forças para enfrentar o PT e a candidatura de Arlindo Chinaglia.
Com um terço de novos senadores, muitos suplentes e eleição secreta fica impossível prever o resultado, mas o favorito é, sem dúvida, Renan Calheiros.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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