Petrobras culpa Paulo Roberto Costa pela explosão do custo de Abreu e Lima. Este e outros destaques dos jornais da segunda (19)

19/01/2015 07h09m. Atualizado em 21/01/2015 09h47m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

“A Petrobras culpa delator por custo de Abreu e Lima”, diz a manchete do Estado de S.Paulo nesta segunda (19). A notícia está nos outros jornais, não com o mesmo destaque. Em um comunicado divulgado no domingo, a estatal informou que o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa foi responsável pela estratégia de antecipação de compras e de mudanças nos projetos que provocaram os sucessivos aditivos e elevaram o custo da refinaria. Abreu e Lima custaria na previsão inicial US$ 2,5 bilhões e já está em US$ 18,5 bilhões.
“TCU impede caixa de usar empresa paralela”, diz o Globo, informando que a Caixa criou com a IBM uma empresa e depois contratou a mesma para prestar serviços de tecnologia de informação por R$ 1,2 bilhão. O TCU encontrou irregularidades no negócio e o contrato está suspenso por dois anos.
“Sete Brasil quer importar sondas para a Petrobras”, informa o Valor Econômico. A empresa Sete Brasil foi criada para gerenciar a construção de sondas de perfuração de petróleo e aluga-las à Petrobras. Teriam que ser construídas no Brasil com 55% a 60% de conteúdo nacional.
Agora a construção das sondas está atrasada, a empresa com dificuldade financeira e ela quer uma mudança nas regras para importar sondas que estão sobrando no mundo. Com a queda do preço do petróleo há muita sonda que não está operando. Se concordar, o governo teria que acabar com seu próprio programa de conteúdo nacional, utilizado como propaganda na campanha eleitoral.
O Valor traz também a informação de que o “TCU vê dívidas de R$ 40 bi em ‘pedaladas’”. Depois de fiscalizar contas públicas por dois meses, especialmente as manobras para jogar dívidas para frente, ou não contabilizar as dívidas da União, auditores do tribunal recomendaram ao Banco Central que incorpore à dívida pública o total de R$ 40 bilhões que não foram devidamente registrados. A Folha de S.Paulo informa que “Ajuste fiscal gera impasse com o setor de ensino privado”. Segundo o jornal, o governo baixou, sem anúncio prévio, regras mais rigorosas para a liberação de financiamento ao ensino de estudantes de baixa renda em escolas privadas, o Fies. Agora o estudante tem que ter uma nota mínima no Enem para se candidatar às bolsas. Além disso, foi reduzido o fluxo de pagamentos aos cursos superiores privados. Isso derrubou as ações das empresas do setor em 40% apenas na primeira quinzena de 2015. A Folha traz também uma reportagem mostrando que, em metade dos planos de saúde, o índice de cesariana chega a 90% dos partos. A diretora interina da Agência Nacional de Saúde diz que o problema é generalizado.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.