O ano de 2014 foi o mais quente da história. Assunto em destaque nos jornais deste sábado (17)

17/01/2015 08h32m. Atualizado em 21/01/2015 09h48m

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O ano de 2014 foi o mais quente da história. Já tratamos sobre o tema aqui no blog. Este é o principal destaque dos jornais deste sábado (17). A Folha de S. Paulo traz um enorme gráfico na primeira página mostrando a temperatura média desde 1880 e o título “Temperatura da Terra em 2014 foi recorde histórico”.
O ano foi mais quente desde o início das medições, segundo a Nasa (Agência Espacial Americana) e a Noaa (Agência que monitora oceanos e atmosfera). As duas usam dados de 6.300 estações meteorológicas. Nove dos dez anos mais quentes da história aconteceram no século XXI e o ano passado foi o com temperaturas mais elevadas. No Sudeste do Brasil, foi dois graus acima da média do século XX.
A manchete do Estado de S. Paulo é na mesma linha: “2014 foi o ano mais quente já registrado, diz agência dos EUA”. O recorde anterior havia sido 2010. Esses dados fortalecem a tese dos cientistas do IPCC, painel intergovernamental montado pela ONU para estudar a mudança climática, de que o aquecimento global é resultado da ação humana.
O Globo escolheu como manchete uma notícia que está também nos outros jornais com menos destaque: “Indonésia nega a Dilma clemência a brasileiro”. A presidente Dilma pediu “como chefe de estado e mãe” para que Marco Archer, de 53 anos, não seja executado. Ele entrou no país com 14 quilos de cocaína, e foi condenado a pena de morte. O presidente da Indonésia recusou e ela apelou pela interferência do Papa Francisco. O fuzilamento está marcado para hoje às 15h do horário de Brasília. A notícia do aquecimento do planeta no ano passado está também na primeira página do O Globo.
Os jornais destacam ainda notícias sobre o escândalo da Petrobras. O Globo informa que Nestor Cerveró voltou a culpar o conselho de administração, que a presidente Dilma Rousseff presidia à época, pela decisão de compra da Refinaria de Pasadena e que causou prejuízo à companhia de US$ 792 milhões. Ele disse que o conselho cometeu grave falha e foi negligente.
A Folha informa que o delator da Operação Lava Jato, Julio Camargo, disse à Justiça que o pagamento a Fernando Soares, lobista ligado ao PMDB, passou por contas de ao menos sete países. O dinheiro foi parte da propina paga a Cerveró. O Estadão informa que as empreiteiras envolvidas no caso querem que as punições não recaiam apenas sobre seus executivos. Pedem que fique claro que houve participação de políticos e ex-diretores da estatal. O noticiário destaca também o resultado da operação contra o terror que prendeu 31 suspeitos na Europa. A Folha traz a foto de muçulmanos queimando a bandeira da França no Paquistão. Os Estados Unidos, enfim, fizeram um gesto e o secretário de Estado John Kerry foi a Paris se solidarizar ao presidente François Hollande pelo atentado ao jornal Charlie Hebdo. O Estado trouxe a informação de que líderes do PSB, partido do presidenciável Eduardo Campos morto em acidente aéreo durante a campanha, questionam o resultado da investigação da Aeronáutica que aponta falha do piloto para o acidente. A investigação foi objeto de uma reportagem no jornal de sexta. Os líderes partidários perguntam sobre fatos não explicados como o desligamento da caixa preta.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

1 Comentário para "O ano de 2014 foi o mais quente da história. Assunto em destaque nos jornais deste sábado (17)"

  • Marco Antonio Duarte 17-01-2015 (7:12 pm)

    Amigo Matheus Leitão, confesso que não éra do meu conhecimento, essa belíssima carreira que você trilhou. E dela, tantos méritos você conquistou, de forma admirável. Para mim que tanto apreciei a postura profissional na realização de cada reportagem e pela veracidade das noticias e dos fatos. Fez da Sra. Miriam Leitão um simbolo de credibilidade, lealdade e legitimidade dos fatos. Matheus venho crer que isso é um padrão genético. Matheus é com enorme prazer e muita satisfação a que venho conhecê-lo. Do seu desempenho e das suas conquistas. O reconhecimento é digno do seu desempenho e da sua brilhante carreira jornalistica
    Matheus Leitão espero um dia poder apertar suas mãos.
    Parabéns meu Amigo.

    Marco Antonio Duarte
    SP 17/01/2015-19:00hs.

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